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Alterações Visuais em Pacientes com Parkinson
As alterações visuais mais comuns encontradas em pacientes com Parkinson são em fases intermediárias da doença.
2/8/2010 - 10:07

As alterações visuais mais comuns encontradas em pacientes com Parkinson são em fases intermediárias da doença. É muito importante conhecermos os principais sintomas para que possamos cuidar destas alterações, seja, amenizando-as ou melhorando-as na totalidade. Hoje em dia utilizamos muito dos recursos da Neurovisão e da Terapia Visual para tratar estes pacientes.

As principais queixas visuais destes pacientes que de certa forma subjetiva relacionam-se com o aparecimento da enfermidade ou posterior a esta, são:

- Má localização espacial ao tentar pegar objetos, subir ou descer escadas, cálculo de distâncias, ou seja, toda e qualquer alteração da Visão de profundidade (diminuição da estereopsia, conseqüentemente afetando os canais neurais das Koniocelulares); bem como, a dificuldade de manter o objeto de interesse na fóvea ( a II Via Visual, ou via motora - geniculo-mesencefálica, é responsável por este fenômeno).

-Dificuldade durante a leitura, com o pulo de leitura (geralmente causados por estrabismos intermitentes ou latentes). Tanto na leitura ou nas atividades para perto, o paciente possui uma grande dificuldade de discernimento e discriminação; este fato dá-se devido ao fenômeno de Crownding, ou seja, dificuldade de percepção de letras agrupadas, preferindo as isoladas.

-A coordenação práxica olho-mão é bastante alterada, e isto afeta diretamente na execução de atividades motoras finas e escrita.

-Perturbações da Visão Binocular que geram dificuldade de foco de ações intermitentes, visão dupla (esta diplopia ocorre devido às oscilações dos estrabismos intermitentes). O ajuste de foco longe - perto é retardado, o que pode ocasionar visão embaçada ou para perto ou para longe.

Geralmente o aparecimento de um desses ou de mais sintomas ocasiona incapacidade desses pacientes de manter um contato visual satisfatório. Mas, felizmente a Terapia pode ajudar muito esses pacientes.

Prof. Leandro Rhein

Fonte: Prof. Leandro Rhein

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