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Museu dos Óculos Gioconda Giannini O Museu dos Óculos Gioconda Giannini oferece aos visitantes uma viagem de sete séculos pela história.
[4/2/2010 - 10:08]

O Museu dos Óculos Gioconda Giannini oferece aos visitantes uma viagem de sete séculos pela história.

Montada para ser apenas um passatempo, a coleção particular de Miguel Giannini transformou-se em paixão. Ao comprar o imóvel onde está instalado o Centro Ótico, cresceu a vontade de transformar seu conjunto de peças antigas em exposição permanente e, assim, nasceu o único museu de óculos da América.

A mostra permanente mostra ao visitante todas as grandes tendências. Uma dessas coleções é a chinesa do século XVIII, com duas peças originais e seus estojos de pele de peixe, usadas pela aristocracia 500 anos antes de Cristo.

A réplica dos primeiros óculos, descobertos na Alemanha, final do século XIII, mostra ao visitante a origem das armações e lentes para perto e como evoluíram para os demais modelos surgidos entre o século XV e XVI.

As coleções de pince-nez e lornhons, com lentes graduadas expõem a criatividade dos artesãos dos óculos que, durante séculos, serviram exclusivamente às elites européias. As lornhetes representam toda a sofisticação da moda feminina entre os séculos XV e XX. Hastes fixas espiraladas ou retas só apareceram por volta de 1.600, confeccionados à mão em metal ferroso, ouro ou prata, com lentes para perto ou longe.

A partir de 1.930, o conceito de óculos mudou definitivamente. Todos os modelos usados até essa década foram deixados de lado. As novas armações eram muito mais leves e elegantes. Surgia com sucesso o estilo Numont em duas versões: com aros superiores, para longe, e inferiores para perto. Os anos 70 foram férteis para a modelagem industrial. Armações plásticas enormes e coloridas transformaram-se em uniformes para jovens contestadores dos anos rebeldes. Foi a década dos longos cabelos, das mini-saias e das eternas calças de jeans.

Nessa época, foi decretada a liberação feminina, com a pílula anticoncepcional, a abertura do mercado de trabalho e a decadência da ditadura informal das grandes Maison da alta costura européia. Ninguém obedecia à moda vigente. Cada um passou a vestir o que era mais confortável, sem se preocupar com conceito da elegância. Diante dessa revolução, os óculos seguiram a tendência que era liberdade absoluta.

Após 2.000 anos, os óculos voltaram a ser acessórios como na China antiga. O acervo do museu tem hoje cerca de 600 peças, das quais 200 estão em exposição.

Fonte: Guia SP TAGS: Museu dos Óculos, óculos, Miguel Giannini  Imprimir   Comentar   Enviar por e-mail
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