Um dos restaurantes mais bonitos da cidade, foi aberto em janeiro e inicialmente passou por um período trepidante. A cozinha vacilava, com altos e baixos. Ao longo dos últimos meses, aprimorou-se e deu um notável salto de qualidade. Contribuíram para a mudança benéfica as interferências do sócio Alex Atala, dono do quase vizinho D.O.M., que, em julho, com a saída do chef francês Alain Poletto, assumiu o controle total da casa. Auxiliado pelo subchef Guilherme Ávila, Atala enfileira receitas como a rica moqueca capixaba guarnecida de arroz branco e um sedoso pirão, preparada com delicadeza de condimentos. Comum no interior, o porco na lata é carne de paleta e costelinha confit, mais linguiça trazida de Minas Gerais. Ainda que se possa escolher um acompanhamento, caso do delicioso feijão-manteiguinha paraense, a recomendação no cardápio é o purê de batata ao pequi. Deliciosa ambrosia cozida em calda de leite salpicada de sementes secas de maracujá e calda da casca da fruta, esta à parte. Houve também um aperfeiçoamento do serviço, sob o comando de Cid Simão (ex-Grupo Fasano).