Médicos oftalmologistas voluntários ajudam as populações Munduruku, Apiacá e Caiabi a voltarem a enxergar
O projeto Expedicionários da Saúde (EDS) encerrou o ano comemorando os resultados da última viagem, dessa vez à comunidade Sai Cinza, Pará. O grupo de voluntários formado por 20 médicos, 5 enfermeiros e uma equipe de apoio de 21 pessoas realizou, em sete dias, 179 cirurgias (116 oftalmológicas), 1.566 consultas (553 oftalmológicas) e 2.425 exames e procedimentos.
A Alcon Laboratórios participa do projeto por meio da concessão de equipamentos cirúrgicos com tecnologia de ponta, capaz de recuperar ou corrigir a visão dos pacientes das populações indígenas Munduruku, Apiacá e Caiabi. Segundo Celso Nakano, oftalmologista e voluntário, os procedimentos realizados nos índios atendidos nesta viagem foram acuidade visual, biomicroscopia, fundo de olho, ceratometria e biometria, além da extração de catarata congênita em crianças com idades entre 4 e 10 anos.
A expedição à Amazônia é a 20ª viagem realizada pelos Expedicionários da Saúde e contou com desafios logísticos em função da dificuldade de acesso às comunidades visitadas.
O transporte de pacientes somente foi possível devido a complexa combinação de uso de vias fluviais, terrestres e aéreas e ao apoio de empresas privadas, como a Alcon, e dos órgãos públicos: Secretaria Especial de Saúde Indígena, Distrito Sanitário Indígena do Tapajós, Fundação Nacional do Índio, Ministério da Defesa, Comando Militar da Amazônia, Força Aérea Brasileira, prefeituras de Jacareacanga e de Itaituba.
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