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Veja o verão numa boa. Proteja seus olhos!
Óculos solares sem proteção UV ou falsificados podem provocar sérios danos à saúde...
24/1/2012 - 07:42
Óculos solares sem proteção UV ou falsificados podem provocar sérios danos à saúde do consumidor. O uso contínuo desse tipo de produto pode causar lesão cumulativa afetando a retina, o cristalino, aumentando o risco de desenvolvimento de catarata e até cegueira.

Apesar dos esforços de repressão à pirataria, a comercialização de produtos falsificados continua sendo uma das atividades ilegais mais presentes à beira-mar. Diante dessa realidade, o Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico, Fotográfico e Cinematográfico do Estado do Rio Grande do Sul (Sindióptica-RS) em parceria com a Brigada Militar e o Ministério Público, além das ações de busca e apreensão de mercadorias pirateadas, também investe em campanhas de conscientização para alertar a população dos riscos à saúde ocular.

No início de janeiro foi lançada, oficialmente pelo litoral gaúcho, a 7ª edição de sua campanha institucional. Este ano, a temática "Veja o verão numa boa" tem o apoio do Sesc-RS e da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa (RS). Ações focadas na prevenção e no combate ao uso de produtos ópticos de baixa qualidade visam chamar a atenção para a importância da proteção aos olhos, principalmente, durante o período de veraneio.

- Emissões de raios ultravioletas acontecem em todas as estações do ano, até em dias nublados. O que observamos é que no verão, os raios UV chegam com maior intensidade e podem causar danos irreversíveis à saúde visual - explica o presidente do sindicato e vice-presidente da Fecomércio-RS, André Roncatto.

Segundo ele, é essencial o uso de óculos solares com 100% de proteção UVA e UVB. Lentes de má qualidade apresentam ondulações, causando distorções na visão e permitindo a dilatação da pupila - o que aumenta, em até 60%, a chance de ter catarata, patologia que pode levar à cegueira.

Roncatto e o secretário executivo do Sindióptica-RS, Roberto Tenedini, coordenam equipes de colaboradores responsáveis pelas abordagens praianas, especialmente, aos fins de semana, quando são distribuídos panfletos educativos e com esclarecimentos sobre os prejuízos resultantes da utilização de produtos ópticos de procedência duvidosa ou falsificados.

Estação verão 2012

Depois de Tramandaí, Imbé e Capão da Canoa, o Sindióptica-RS aproveita a estação verão 2012 para levar a iniciativa às demais praias gaúchas. No sábado (21/01), as equipes de prevenção visitaram Torres, Arroio do Sal e Arroio Teixeira. Já no domingo (22/01), Pinhal, Costa do Sol, Cidreira e Oasis receberam a turma do Sindicato disposta a orientar os veranistas. A ação tem início às 9h e segue até o pôr-do-sol, em áreas de grande concentração de banhistas.

Entre os contatos pelo litoral, os colaboradores frisaram à população os cuidados com a saúde, lembrando, por exemplo, que o uso de lentes de contato protegidas com filtros UVA/UVB (tanto as coloridas como as de correção de grau), não substituem óculos solares de qualidade. Também foi recomendado aos gaúchos abordados o uso de chapéu como forma de proteger a pele facial e os olhos dos raios de sol. 

Fiscalização

Enquanto as equipes de prevenção abordam os veranistas destacando que produtos ópticos falsificados trazem risco à saúde dos consumidores, representantes do Sindicato, com a ajuda da Brigada Militar, percorrem as praias e centros comerciais do litoral buscando identificar mercadorias pirateadas.

Segundo o presidente André Roncatto, quem usa óculos comercializados por ambulantes, por exemplo, cujo valor médio é entre R$ 10 e R$ 30, pode acarretar sérios problemas de saúde.

 - O uso contínuo desse tipo de óculos pode causar lesão cumulativa afetando a retina e o cristalino, acelerando o processo de surgimento da catarata (opacidade do cristalino) e perdas tardias da qualidade da visão. 

Saiba mais

- Há 25 anos o Sindióptica-RS atua em prol da defesa do segmento óptico e da melhoria da saúde ocular dos brasileiros e, sobretudo, dos gaúchos.

- Suas atividades vão desde a prevenção ao combate à pirataria e à comercialização de produtos de baixa qualidade.

- A pirataria de produtos ópticos (como qualquer outra) é fruto da concorrência desleal.

- O produto gerado é de qualidade duvidosa e oferece risco à segurança e à saúde visual do consumidor.

- Não gera tributos, isto é, as cidades perdem em arrecadação. É menos verba para o Estado, o que acaba refletindo nos serviços públicos de saúde, educação, entre outros.

- A pirataria é crime previsto no artigo 184 do Código Penal, para o qual incide pena de dois a quatro anos de prisão.

Fonte: Sindióptica - RS

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