Nas recentes manifestações vistas no Brasil em 2013 vimos os blacks blocs e outros arruaceiros depredando o patrimônio público como forma de protesto. O movimento nasceu com algumas reivindicações justas, orientadas por movimentos pacíficos, sobretudo por sua natureza política e social. O que não se justifica, muito menos se aceita é o fato destes criminosos encapuzados tomarem para si o direito de fazer justiça com as próprias mãos de forma irresponsável e ante democrática.
Enquanto um grupo atirava os coquetéis molotov na polícia, outro grupo, mais radical saqueava lojas e destruía o patrimônio público. Estas ações impregnadas nas mentes doentias de pessoas pouco afeitas a democracia, coloca em risco os avanços políticos, mesmo ainda tímidos, conquistados às "duras penas" pelo povo brasileiro.
Atribuo estas manifestações violentas a ignorância, bem como ao aparelhamento político de esquerda que deseja ver a anarquia imperar em nosso meio. Agir na penumbra é método utilizado pelos covardes que não desejam expor seus rostos, muito menos suas reais intenções. Este é o Brasil que cresce, mas se vê anulado pela falta de educação política e social de uma minoria ao serviço do caos.
Diferentemente das manifestações em nosso país, em Hong Kong (China), ex-colônia Britânica, devolvida em 1997 aos chineses, os recentes movimentos grevistas patrocinados por estudantes que desejam eleições com escolha livre de candidatos, ocorrem de forma pacífica e inteligente. Os jovens estudantes, conscientes dos seus direitos e deveres, ocupam pacificamente as ruas de Hong Kong, num movimento único, nunca visto em nossa história recente.
Estes estudantes recebem apoio incondicional dos habitantes que lhes fornece água e mantimentos enquanto dura o movimento grevista. Surpreendentemente estes estudantes levam seus deveres escolares para as ruas, e, sob a luz de lanternas estudam e complementam suas tarefas do saber. Assim fica difícil para um governo ditador justificar sua truculência, então este governo recua enquanto pensa numa forma de finalizar o movimento com atitudes mais aceitas pela comunidade mundial.
É neste movimento intelectual que repousa a grandeza de países e cidades que investiram na educação. A cultura de um povo é a sua maior arma para combater a ignorância e a escravidão.
Ainda iremos padecer por muitos anos, antes de descobrirmos os caminhos da educação que liberta. Muito deveremos evoluir para vermos a educação como prioridade em nosso país.
Certamente o setor óptico não é a única vítima de um sistema educacional deficiente, e, por esta razão, não consegue evoluir como nos países desenvolvidos.
Cabe a nós, engrenagens de um sistema em desenvolvimento, contemplarmos em nossas prioridades a qualificação da mão de obra que nos serve. Não devemos esperar por governos ou instituições, mas sim colocarmos nossas próprias competências ao serviço desta nobre causa.
Luiz Amorim - Consultor Comercial do setor óptico
Autor do livro: O segredo para vender + óculos