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Dicas de Keratometria (ou Ceratometria)

Artigo Ney Dias / Especialista em Optometria e Contatologia

FUNDAMENTOS PRÁTICOS QUE LIGAM A KERATOMETRIA Á REFRAÇÃO

A utilidade da keratometria na refratometria

* A curva K geralmente coincide com a direção do eixo cilíndrico negativo;
*Quando a curva K é lida no tambor "vertical", o eixo dela deve ser lido no ponto superior do dial (transferidor) do keratômetro;
* A diferença entre a curva K e a oposta representa aproximadamente o valor do astigmatismo corneano e total o que serve de orientação na refração;
*Quando a curva da córnea é esférica, cuidado porque deve haver um astigmatismo residual (contra a regra) com eixo 90o, ou próximo;
* Astigmatismo residual é aquele que não é corneano e é das partes internas do olho, assim como cristalino, curva interna da córnea e índice de refração;
* Curva K é conhecida como a menor curva da córnea;
* Quando as curvas keratométricas estão próximas de 51,00 diop. existe grande possibilidade do cliente ter um ceratocone. Observe as deformações e perda da sinuosidade dos círculos;
* Quando os círculos do keratômetro perdem a forma regular e apresentam-se com desvios ou sinuosidades, ou o olho está seco ou há princípio de ceratocone ou lesão na córnea, ou a presença de astigmatismo irregular. Pingue soro fisiológico para ter certeza;
* Quando as curvas da córnea estão próximas de 39,00 a 42,00 diop. há uma grande probabilidade do cliente ter uma hipermetropia;
* Quase todos os clientes emétropes têm um astigmatismo corneano de 0,25/0,50 que poderá ser também do cristalino. Neste caso não há necessidade de corrigi-lo, desde que a acuidade seja 20/20 e o cliente não tenha sintomas de cefaléias ou dores nas têmporas;
* Quando o diâmetro horizontal da íris (córnea) é grande e está perto de 12,5 mm./13mm., existe grande possibilidade de haver uma hipermetropia;
* Quase sempre um diâmetro maior da córnea (medido pelo limbo iridiano) com 12.5mm. coincide com uma córnea mais plana, ou seja, com cerca 41,00/42,00 diop. de curva K.
* Nos formulários de keratometria anota-se primeiramente a curva K e em seguida a curva oposta (cruzada), seguida do eixo correspondente à direção da curva K. A curva K deve ser sempre o referencial para a posição do eixo do astigmatismo negativo, corneano, .
* Nas medidas de keratometria, quando as imagens dos círculos ficam irregulares, mandar o cliente piscar até ter certeza que não é de outra causa (olho seco, por exemplo);
* Nos astigmatismos mais altos, os círculos das medidas keratométricas aparecem ligeiramente ovais;
* Astigmatismo total é aquele refrativo, proveniente da somatória do astigmatismo corneano, do cristalino, residual;
* Cada um dos usuários do keratômetro deve regular a ocular do aparelho para sua vista. A falta de nitidez da cruz preta da ocular, implicará em medidas keratométricas irregulares;
* Caso não tenha o "lenscometer", para se ter certeza que o keratômetro está bem regulado meça (com precisão) o diâmetro de uma pequena esfera de aço, dividindo-o por 2, o resultado converta-o em dioptrias (337,5 divididos pelo raio em milímetros e décimos) encontrando assim a curva. Meça esta curva no aparelho e confronte com o que está marcado no tambor graduado das curvas verticais ou horizontais.
* Ajuste para a dioptria correta, afrouxando os parafusos de fixação e fixando-os após ter certeza que não se moveram da posição anteriormente ajustada;
* Quando não há paralelismo dos sinais + e - (dentro do keratômetro observado pela esfera de aço) o mesmo dever ser regulado por especialista ou pelo técnico em óptica.
* Para ajustar o paralelismo, afrouxe os parafusos (no lado do vidro - cliente) no corpo do aparelho. Acerte então o paralelismo com a esfera de aço.
* A curva de uma Lente de contato rígida pode ser lida no keratômetro, bastando-se fixá-la no dispositivo "lenscometer", e na falta deste, fixá-la com pasta de dentes em uma lâmina que é fixada nas hastes laterais da testeira;
* Oriente bem o cliente para que a medida keratométrica seja facilmente conseguida. Apoie o queixo e a testa na queixeira e testeira, recomendando que ele não se mecha e abra bem os olhos olhando fixamente para o centro dos círculos refletidos;
* A presença de pterígio avançado na córnea do cliente, pode acarretar variações na curva original da córnea;
* Quando há demora em localizar os círculos do keratômetro, o aparelho poderá estar totalmente desfocado ou estar fora do alinhamento entre o pino lateral e o centro da córnea. É preciso prática para encontrar os círculos;
* Quando se procede a keratometria ela não indica somente as curvas K, e oposta. Também indica o eixo da curva K; Este é indicado pelo paralelismo dos traços do sinal + e -.

Dicas preparadas por Ney Dias
Fonte: Ney Dias

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