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História da Optometria - Parte 2

Artigo Wellington Sales Silva / Autor do Livro: HISTÓRIA DA OPTOMETRIA: origens, personagens, instituições

Você é profissional? Reflita comigo: ser profissional é professar aquilo em que se acredita. A palavra
"profissão" foi originada a partir da palavra latina profesione, a qual se refere ao ato ou efeito de professar.

Neste sentido, sendo optometristas, temos muito o que professar! Temos muito em que acreditar!

O optometrista é o profissional que professa, ou acredita, a priori, ser detentor de um arcabouço de certos
conhecimentos, habilidades e atitudes, ou seja, acredita ser detentor de certas competências inerentes ao cuidado primário da saúde visual e ocular. Na verdade, além da necessidade de agir dentro de determinados padrões regidos pela ética, ser profissional, penso eu, é também acreditar na formação que recebeu.

Todos nós sabemos que cada um deve ter a capacidade de explicar, a quem quer que seja, quais conhecimentos e direitos, legalmente adquiridos através de formação recebida, nos distingue dos demais profissionais que cuidam da saúde visual e ocular. Pois, afinal, quem já não ouviu alguém perguntar: qual a diferença entre um optometrista e um oftalmologista? Se não me engano, acho até que já li textos sobre isso por aqui...

Mas, o fato é que a profissão de optometrista é hoje mundialmente (re)conhecida, principalmente pela sua
estrutura curricular, ou seja, pela sua educação ofertada em todos os continentes. Aliás, a educação em optometria passou a ganhar ainda mais reconhecimento ao fazer parte da Classificação Internacional da Educação dada pela UNESCO, a partir de 2011.

Dentre outras instituições, a optometria também é reconhecida pela Organização Internacional do Trabalho, pela Organização Mundial da Saúde e pela Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira. Com isso, quero dizer que o mundo professa a optometria, ou seja, o mundo acredita na optometria.

No Brasil, a optometria, concebida como uma ocupação especializada que requer preparação e formação específica, possui uma estrutura cognitiva de direitos que muitos desconhecem. Por isso, é preciso professar uma optometria grandiosa, genorosa, como ela é em todo o mundo, para que mais e mais pessoas acreditem.

Cada profissão se dedica a um conjunto de atividades específicas ligadas por uma cultura, uma estrutura social
e uma estrutura cognitiva de direitos. Neste sentido, acredito que a optometria ocupa um lugar de destaque no leque das profissões independentes.

Historicamente, as profissões formam um competitivo sistema de espaço e poder. E a interdependência que há entre as profissões possibilita uma permanente disputa pelo estabelecimento de limites e atuações.

Profissões como a optometria, a óptica e a oftalmologia são um clássico exemplo disso. Assim sendo, precisamos ter conhecimento para professar nossos limites conquistados historicamente, haja vista evitar subterfúgios de opositores.

A profissão que temos hoje é uma conquista que atravessou vários séculos. A história é que nos mostra.

Houve um tempo em que não havia nem sequer exames de vista. Houve um tempo em que não havia sequer óculos, nem lentes de contato. Só de saber que o optometrista é uma evolução do próprio óptico, do oculista, é, no mínimo, curioso.

É preciso professar tudo o que sabemos sobre esta ciência! É preciso conhecer um pouco mais de sua história, de sua evolução. É preciso acreditar!

Já pensou quando cada um de nós puder compreender nitidamente a nossa história, e conseguir professar tudo o que sabemos a respeito daquilo em que acreditamos? Será fantástico, não? Será 20/20, J1...

Wellington Sales Silva
Pós-Graduado em Ortóptica com ênfase em Reabilitação Visual
Graduado em Optometria
Técnico em Óptica e Optometria
Autor do Livro: HISTÓRIA DA OPTOMETRIA: origens, personagens, instituições (Compre aqui)
Fonte: Wellington Sales Silva

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