Colunas & Artigos | Dicas

Meu celular, minha vida!

Artigo Luiz Amorim / Consultor e palestrante

Um vírus fatal está contaminando as vendas do comércio em geral e nas óticas em particular a pandemia parece ter efeitos devastadores. Os "atendentes" ou seja os "desatendentes" estão focados na tela dos seus celulares e esquecendo os clientes que passam pela porta da ótica.

Os clientes não conseguem ver o interesse dos vendedores estampados nos olhos destes e, muito menos, um sorriso discreto como convite para fazer negócios.

De olhos fixos no celular e com os rostos abaixados, os vendedores não estão vendo o cliente passar, como também não percebem que a comissão está passando longe das suas contas bancárias. Até parece que eles estão satisfeitos com o salário e alguns poucos benefícios que recebem e não importam com as metas e o destino da loja.

O mal maior nem se revela neste ato banal de focar o celular. O pior acontece nas informações que eles buscam nas mídias sociais que os embrutecem e contaminam. Se ao menos eles pesquisassem informações que os ajudasse no dia a dia das vendas, mas não! Eles estão buscando formas de suprir suas carências existenciais e com isto vão sabotando as óticas e empurrando o faturamento para níveis críticos.

Este ato nocivo, às vezes acontece sob o olhar complacente dos gerentes e lojistas que também estão contaminados, inspirando o mal exemplo.

O que fazer então?

Difícil é, afinal corrigir vícios instalados pode ser uma tarefa árdua, contudo algumas providências podem ser adotadas para minimizar os efeitos desta enfermidade.


Outro problema de difícil solução é cobrar do novo vendedor um comportamento, para o qual, os vendedores mais antigos não estão submetidos. Resta então a liderança estabelecer regras, as quais deixem implícito que doravante a loja não irá permitir o uso do celular, salvo nos casos onde sejam utilizados para falar com clientes ou parentes em situação de vulnerabilidade.

Fora estes aspectos o lojista deve apelar para o bom senso e a disciplina, treinando seu pessoal para entender as necessidades da loja e dos clientes. Mostrar para eles que este comportamento causa prejuízos para ambos os interessados, talvez seja a melhor forma de doutrinar e cativar os parceiros.

Tudo que pode ser ensinado, pode ser aprendido, desde que a metodologia, o conteúdo e o professor despertem o interesse dos alunos.

Profº Luiz Amorim
Escritor e Palestrante
Autor dos livros: Por que as óticas quebram e Técnicas de vendas para óticas
Pedidos de exemplares para: [email protected]
 

Fonte: Luiz Amorim

Comentários

Carregando o conteúdo, por favor, aguarde...