"Cada Sonho que você deixa para trás,é um pedaço
de seu futuro que deixa de existir"
Steve Jobs
"Onde quer que você veja um negócio de sucesso, pode acreditar,
que ali houve, um dia, uma decisão corajosa"
Peter Drucker
Bora lá, iniciaremos uma pequena série de artigos sobre: Entusiasmo, Brand Equity, Motivação e Metas; e em tempos onde a frase de ordem é:"0 país está passando por um momento de instabilidade financeira", vamos falar
sobre metas e motivação, palavras que são tão singulares em seus respectivos significados, mas que se tornaram quase sinônimos devida importância no cotidiano comercial.
Meta: tem sua origem no Latim, que significa atingir um marco, um objetivo.
Motivação: tem sua origem no Latim. Ela é derivada de MOVERE, que significa mover para realizar determinada ação.
Bom, não sou mestrada em Letras, mas ótima pesquisadora e não irei me ater em destrinçar palavras, e sim em deixar uma coisa clara, obviamente que quando um profissional consegue ter estas duas perspectivas alinhadas
e bem ajustadas, não há dúvidas que será exímio em suas competências.
Mas, há de se esclarecer que, nos últimos tempos temos vivenciado o que indicadores comportamentais denominam: "Cultura de Auto Sabotagem", ou seja, o indivíduo coloca suas perspectivas de frustração acima do seu potencial prático (Roberto Shinyashiki), mas a sabotagem, começa no indivíduo ou na administração da empresa?
Segundo Jonh F. Manfredini (ex. vice-presidente sênior de Relações com Investidores e de Negócios Corporativos da Gillete Company): "Muitas empresas se metem em confusões não porque cometem erros clássicos graves, mas devido a uma sucessão de decisões bem-intencionadas, porém falhas, que vão se acumulando". Resumindo, a decisão de não esclarecer metas por receio de pressionar uma equipe, é uma decisão bem intencionada, mas falha.
Vamos pontuar o seguinte, a motivação de uma equipe é essencial para atingir-se metas de produtividade, mas mantê-la motivada, intrinsecamente depende de uma estratégia que leve em consideração potenciais individuais,
para que haja a motivação real do coletivo. Segundo a psicologia a Motivação é: "Um motivo é uma necessidade ou desejo acoplado com a intenção de atingir um objetivo apropriado" (Krench & Crutchfield, 1959, p. 272).
"Sempre que sentimos um desejo ou necessidade de algo, estamos em um estado de motivação. Motivação é um sentimento interno é um impulso que alguém tem de fazer alguma coisa". (Rogers, Ludington & Graham, 1997, p. 2).*
Apesar de a própria psicologia possuir diretrizes tão diversas sobre o assunto, ela tem por fato que a Motivação é Interna, é um sentimento um estado individual em cada ser humano. Estabelecendo aqui uma conexão entre Motivação e Realidade, se suas metas não forem claras e objetivas, não há como motivar uma equipe. É um raciocínio lógico, porém muitas empresas, esquecem desse fator, não existem projeções claras e dentro de uma realidade, sim devemos ser otimistas, porém cautela faz parte do jogo.
Nenhuma empresa tem por objetivo fechar as portas, mas enquanto você não tiver convicção de suas metas e estratégias para atingi-las, por mais que sua equipe ainda possua motivação, você está fadado ao fracasso.
Em hipótese alguma, digo que se deve falar em metas do início ao fim do dia, mas estabelecê-las do modo claro. Volto a abordar o que já escrevi em artigo anterior a esse, invista tempo em descobrir o que motiva cada
componente de sua equipe, e o auxilie a enxergar suas projeções pessoais na meta de sua empresa, mostre a ele indicativos de como a empresa pode chegar a um patamar de excelência, mas primordialmente tenha Integridade
Intelectual para isso, mostre a ele a realidade, e não fabrique números que não tenha respaldo em seu DRE (demonstrativo de resultados da empresa), e conjecture um nível de crescimento dentro da realidade de mercado.
Ainda hoje, vejo muitos administradores, gerentes e lideres corporativos que pensam da seguinte forma: "se o consultor souber o quanto ele rende, vai pedir aumento". Pare de pensar pequeno, utilize o rendimento dele a favor
dele, e primordialmente ao seu favor. Não é nenhum bicho de sete cabeças, alimentar a autoestima e a motivação do consultor, indicando a real importância dele na sua empresa, e fazê-lo visualizar que se ele ultrapassa metas, a empresa torna-se mais competitiva, e com maior propensão a rentabilidade, que melhorem seus ganhos. Agora, se em sua empresa você permite que seus consultores, apenas vislumbrem estatísticas irreais, e pensem em crise financeira nacional, e principalmente pensem pequeno.
Eles são apenas o reflexo do que você os lança, você não é empreendedor, você pensa apenas em manter uma empresa, que pague as contas, com um faturamento mediano, e que poderá sucumbir. Empreender é arriscar, e
contemporaneamente é investir em motivação, é investir em crescimento real. Não existe empreendimento de sucesso que não tenha investido e arriscado, e muito para alcançar um objetivo.
Motivação é um elemento que se treina diariamente, é mesmo assim corremos risco de errar, um exemplo que gosto muito sobre treino, é o de Leandro Karnal, e irei o me aplicar. Sabe o que eu mais treinei minha vida inteira?
Andar, sim andar, diziam meus pais (já falecidos), que eu aos dez meses de idade já começava a caminhar, ou seja, agora em agosto farei 38 anos, são aproximadamente 37 anos de muito treino, e ainda assim tropeço.
Concluindo, por mais que se estimule a motivação cotidianamente, se não for eficaz e realista, cometemos deslizes, não porque queremos, mas porque em algum momento do dia, perdermos o foco.
Um claro exemplo de deslize é o consultor, que no início de seu dia, faz um dois orçamentos, e não converte em venda, e em vez de se auto avaliar para corrigir o fato, se desmotiva, e se apoia na desculpa "o cliente, apenas queria orçamento"; "hoje foi ruim, mas amanhã é outro dia".
Não, errado, o dia é hoje, o momento é agora; procrastinar resultados, é o maior exemplo de deslize que temos, e de uma motivação passageira e sem base profunda, uma motivação que realmente venha do âmago do indivíduo.
Não estou dizendo, que devemos carregar consultores no colo, como crianças a serem consoladas, mas que devemos dar base, e estrutura, para que a motivação seja contínua, e arraigada em números tangíveis a serem
alcançados.
Bora, ser realista e mover-se para atingir o seu marco?
Próximos artigos, vamos entrelaçar os pontos, aqui já classificados, para atingirmos resultados sólidos com uso de entusiamo, formulação de Brand Equity e muita Motivação para alcançar Metas.
*Nota: Trecho extraído da Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, matéria: "O Conceito da Motivação na Psicologia".
Nice Garcia
Técnica em Óptica e Coaching em Óptica
"Reposicionando Mindsets Ópticos"
Entusiasta e Apaixonada por Óptica