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O impacto da pandemia e do isolamento social na saúde da mente

Ricardo Cantini / Coach - Neuropsicopedagogo

PANDEMIA / ISOLAMENTO SOCIAL
 
A pandemia é um problema sério a ser tratado, independente da necessidade ou não do isolamento social. Porém, com a necessidade do isolamento, o fato se tornou ainda mais preocupante.
 
Quais as consequências dessa situação?

As pessoas ficam angustiadas, ansiosas, desmotivadas, desanimadas, com medo face as incertezas que todo esse cenário traz. Como se isso já não bastasse, é preciso ainda enfrentar os problemas dentro da própria casa, potencializados muitas vezes pela perda de emprego e renda e falência de empresas, que podem gerar conflitos nos relacionamentos, mais medos, ansiedade etc.

Enfim, sem um mínimo de inteligência emocional as pessoas podem adoecer e/ou chegar a ponto de tomar atitudes extremas que, em circunstâncias normais, não tomariam. Outras pessoas podem simplesmente travar e não saber o que fazer, nem para onde ir.

O quanto tudo isso afeta nossa saúde mental e nossos comportamentos?

Nosso cérebro está sendo demasiadamente desafiado neste momento, gerando, portanto, um nível de estresse elevadíssimo.

As emoções estão afloradas, fazendo com que nossas respostas sejam também potencializadas (exacerbadas - fora do normal).

O isolamento tende a evidenciar pensamentos e comportamentos disfuncionais.

Todos somos supreendidos diariamente por diversas situações, algumas sem grande importância, outras, no entanto, com grande impacto em nossas vidas. A pandemia e o isolamento foram supresas democráticas, ou seja, afetaram a todos - uns mais, outros menos.

Ser supreendido não necessariamente é um problema. A questão perpassa pelo quanto estamos preparados para enfrentar as surpresas que a vida nos impõem.

Um pessoa que rotineiramente cuida de sua alimentação, da sua saúde física e mental, dorme bem etc, certamente terá mais condições de enfrentar uma situação como a atual. Em contrapartida, uma pessoa que vive uma situação sedentária, dorme e se alimenta mal, que possui tantos outros hábitos que contrapõem uma vida saudável, inevitavelmente terá mais dificuldades em lidar com momentos como este.

Como atravessar a crise e enfrentar o pós crise com mais equilíbrio emocional?

Hábitos saudáveis irão contribuir significativamente para que nossas respostas sejam mais assertivas diantes dos desafios impostos pela situação vivenciada.

Hábitos disfuncionais irão contribuir negativamente, dificultando o entendimento e compreensão da situação e, consequentemente, a busca por soluções.

Hoje fala-se muito em "maratonar", então eu pergunto:
 
De quais maratonas você tem participado?
* Do que você tem alimentado sua mente?
* Que tipos de livros você tem lido?
* Que notícias e conteúdo em geral você tem dado mais atenção?
* O que dizem as letras das músicas que você ouve?
* O que dizem as pessoas com quem você mais tem conversado?

"Concentrem-se em tudo que é verdadeiro, tudo que é nobre, tudo que é correto, tudo que é puro, tudo que é amável e tudo que é admirável..." Filipenses 4:8.

Tanto durante a crise, quanto depois, dependerá de para onde você está focando sua atenção e, portanto, canalizando suas energias (para os problemas ou para as possíveis alternativas / soluções).

É importante reconhecer que vivemos um momento difícil, mas passageiro. No entanto, é preciso enfrentá-lo com autorresponsabilidade e não tentar fugir, se vitimizar ou reclamar do problema.

Questione-se:
  1. O que eu posso aprender com a situação atual?

  2. O que eu posso fazer para, pelo menos, minimizar os impactos causados por tudo isso?
Fonte: Coach Ricardo Cantini

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