"Se você quer algo novo, você precisa parar de fazer algo velho"
PETER DRUCKER
Bora lá, se você profissional de ótica não viu, não ouviu falar da Zerezes, já vou te antecipar que precisa ficar ligado. Até porque em novembro de 2022, foi realizado o anúncio que com o aporte de 20 milhões essa empresa que já tem se mostrado prodígio, abrirá novas lojas e não há o intento de figurar entre as franquias.
Com apenas 10 anos no mercado, e início completamente no digital, e atualmente digital e 12 lojas físicas dívidas entre Rio de Janeiro e São Paulo, essa jovem rede desde o dia 25/01/2023 tem sido a responsável pelo maior engajamento no setor até o presente momento. Motivo, uma Collab incrível com uma empresa nacional de cosméticos GE Beaty e uma campanha de marketing que celebra a diversidade física da mulher brasileira, e expressa o desejo de quebra de padrões estéticos arcaicos nesse verão, e detalhe o modelo de óculos dessa Collab é agênero.
Mas vamos, ao que é possível aprender com eles:
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Sustentabilidade: todo seu marketing e suas lojas têm essa primazia, que é uma das responsabilidades sociais que as pessoas mais questionam atualmente, qual a contribuição social que a empresa agrega ao país? E a Zerezes tem sido um exemplo inquestionável a esse respeito.
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Posicionamento: em meio as eleições mais turbulentas da atual história nacional, a empresa não ficou em cima do muro, não vestiu camisa partidária, porém deixou seu posicionamento bem claro em seus posts em redes sociais à época. Sabe aquela historinha retrograda, que para ser socialmente aceitável não se aborda certos assuntos? Então, é exatamente isso retrograda, a cada dia mais o cliente busca por empresas que tenham um posicionamento objetivo nas diversas esferas que envolvem as dinâmicas sociais, o cliente automaticamente empatiza com a empresa.
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Experiência de Compra: o usuário que adquire os óculos pela internet o recebe literalmente como um carinho, a empresa sabe mexer com a vaidade do cliente, e a mesma experiência é válida para a compra em suas lojas físicas;
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A Propaganda da marca: "Até dói falar que é Ótica" se faz valer, a empresa não tem nada que as óticas tradicionais têm. O ambiente é acolhedor, sem a iluminação que lembra uma UTI hospitalar (extremamente brancas) tão comuns nas óticas, as Zerezes são o oposto, são cleans com cores leves, arquitetura sofisticada, porém simples, as lojas são aconchegantes a qualquer público. São absurdamente acessíveis, tanto em respeito à lei de acessibilidade quanto a pluralidade financeira do cliente de ótica; o dress code e o atendimento são fatores que também merecem elogio, longe da austeridade as vezes tão comuns ainda no setor ótico;
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Outra questão sobre propaganda, a Collab tem enviado os óculos dessa edição limitada, aos atuais formadores de opinião em seguimentos diversificados, no nosso setor a acertadíssima escolha foi Chantal Goldfinger, que na minha humilde opinião, é hoje a maior referência em Visagismo Ótico, até por sempre deixar muito leve a questão da escolha do aro, e primordialmente por enfatizar que o óculos é extensão da personalidade que o usuário quer impor, o óculos tem que se adequar a pessoa, e não o contrário.
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Vale enfatizar o garoto propaganda da marca: o multi artista Fábio Porchat. E aqui abro parêntese, uma das maiores características do Porchat além do humor, ele é um cidadão inquieto e polêmico, e tenha uma coisa sempre muito clara: seja para contratação de equipe, seja para elaboração de ações de marketing: O que é fora da casinha, o que é polêmico chama mais a atenção, seja por repulsa ou admiração, o que quebra paradigmas sempre traz maior retorno, porque é impossível passar incólume a pessoa que sai do lugar comum. Pense no seguinte, as maiores campanhas de marketing sempre tiveram por objetivo bagunçar conceitos pré estabelecidos, basta olhar as propagandas automobilísticas, em sua grande maioria prezam pela luxúria, desejo e muita, muita polêmica.
A Zerezes não está dando um exemplo de dinâmica funcional as grandes redes ou franquias, até porque a empresa deixa bem implícito em sua propaganda e vídeo institucional que não faz questão de ser mais uma ótica brigando por mercado, eles estão literalmente construindo o próprio mercado com diferenciação e inovação, e descomplicando ótica para o consumidor.
O que há a aprender e o que o proprietário de ótica pode aplicar é: Quer se destacar, independente da região onde esteja? Foque em Fazer a diferença socialmente, existem N maneiras de aplicar sustentabilidade em sua empresa, inerente ao tamanho dela, e não estou falando das campanhas de distribuição de óculos, são sim importantes, mas são esporádicas, tenha atitudes que gerem consciência e impacto social; posicione-se, sempre haverá no seu nicho clientes que vistam a mesma ideia que você ;inclusão social, e digo na totalidade da frase, somos ainda um dos setores que mais exclui PCDs, seja como funcionários ou clientes. "Ah mais a Lei nº 8213/91, obriga apenas empresas com mais de 100 funcionários a contratar PCDs", mas olha a dicotomia, e contra fatos não há argumentos, o setor é considerado setor de saúde, óticas vendem próteses e órteses oculares (óculos e lentes de contado), mas em geral não possuem funcionários que sejam portadores de deficiência motora, de sub visão, muito menos os com deficiência intelectual. E agora entra o grande absurdo, muitas sequer têm um espaço físico que comporte a locomoção de um cadeirante, e o maior disparate sem sombra de dúvidas é, que comprovadamente uma pessoa com alta miopia tem dificuldades auditivas em alguns casos até severos, então por que ainda é quase inexistente em quadros de colaboradores os que saibam libras?
E Mais uma vez, dê ao seu cliente experiência de compra, dê a ele o empoderamento que o pertencimento trás; E para finalizar, uma boa dose de polêmica, mas lembre-se não force a polêmica, seja autêntico.
Nyga
Apaixonada por Ótica