Eles são chamados óculos inteligentes, tecnológicos ou smart glasses. Mas o que realmente são?
São os óculos do Metaverso ? Ainda não.
Na coluna deste mês vou contar onde, quando e como esta história dos smart glasses começou.
E se você pensa que foi no vale do silício, berço da Apple, Google e outros gigantes do setor, está enganado. Foi Foothill Ranch, a uns 30 minutos de Orange County na Califórnia na sede da OAKLEY.
Há 18 anos, o modelo OAKLEY THUMP possuía integração com um MP3 Player possibilitando ouvir sua playlist favorita usando os óculos.
Em 2005, a OAKLEY avançou e fez uma parceria com a Motorola. A partir desta collab, como seria chamado hoje, surgiu o OAKLEY RAZRWIRE, com tecnologia Bluetooth e Wireless integradas, permitindo uma conexão sem fio com os celulares.
Mas era só começo.
Como não podia deixar de ser, em 2011, a Google também se interessou pelo mercado dos smart glasses e lançou o seu próprio produto: o tão esperado Google Glass. Conectados à internet, os óculos tinham uma pequena tela para projeção de mapas e previsão do tempo, tocavam músicas, efetuavam chamadas de vídeo e tiravam fotos.
Mas os smart glasses da Google não vingaram. Um dos fundadores do Google quis lançar o produto antes da hora e algumas pessoas receberam um modelo para testá-lo. Com base nos feedbacks, iriam aprimorar seu desenvolvimento. Para completar, um ex-funcionário da divisão Google X, responsável pelo produto, teve a infeliz ideia de dizer ao jornal The New York Times que o Google Glass estava longe de estar pronto para ser testado. E aí foi o famoso tiro no pé.
Passada uma década, a Alphabet, controladora da Google lembrou ao mundo que o projeto Google Glass não morreu. Nos últimos três anos, está sendo revitalizado com o projeto Glass Enterprise Edition 2, focado para profissionais como médicos e operários de grandes fábricas. Um movimento inteligente que fez renascer os Smart Glasses da Google.
Em um mundo onde a tecnologia avança num piscar de olhos, várias empresas gigantes do segmento se interessaram em desenvolver seus próprios Smart Glasses. Só para citar algumas: Amazon, Snapchat, Bose, além de empresas de outros segmentos como a Bosch estão com os seus protótipos a postos.
E nesse mercado infinito e promissor, os grandes players da tecnologia, da inovação e do segmento óptico se unem para tentar chegar no produto ideal. E um já se encontra no mercado.
A Ray-Ban, em parceria com o Facebook, acaba de lançar um óculos com câmera de 5 megapixels, alto-falante e microfones embutidos.
Nesta parceria de gigantes, foram lançadas três versões dos clássicos Wayfarer, Round e Meteor, agora batizados de Ray-Ban Stories. Sim, o intuito é postar conteúdos nas redes sociais, dispensando o uso do celular. Basta apertar um botão na armação. Cada modelo possui três cores e seis lentes diferentes, que podem ser personalizadas de acordo com o grau das lentes.
As fotos e os vídeos podem ser armazenados no novo aplicativo Facebook Views, que permite que os vídeos sejam editados e compartilhados no Facebook, Instagram, Twitter, Whatsapp, TikTok e Snapchat.
Já os alto-falantes e microfones permitem chamadas de voz e reprodução de músicas e podcasts. Os óculos podem ser carregados no estojo que acompanha.
Agora vamos ficar de olho no que ainda pode vir por aí no universo dos óculos do Metaverso.