Em comunicado enviado a seus associados e diversas entidades de classe na manhã desta sexta-feira, dia 2 de junho, o Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico, Joias, Relógios e Cine-Foto no Estado de Goiás (Sindióptica) oficializou seu apoio à iniciativa do Ministério Público de Goiás em apurar denúncia envolvendo venda casada de lentes corretivas, em Goiânia. A denúncia partiu do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego).
O presidente do Sindióptica, Leandro Luiz Fleury Rosa, explica que, nas óticas, o optometrista tem um papel fundamental na dispensação de lentes corretivas, sendo de extrema importância adequar o conforto dos óculos ou lentes às necessidades do consumidor. Neste sentido, o optometrista é o profissional não-médico que ajuda nos cuidados com os olhos através da avaliação funcional (refrativa e motora) do sistema ocular e da reabilitação visual, desde que a origem do problema não seja patológica.
Ao lembrar que existem regras bem delineadas e claras a respeito do funcionamento de empresas ópticas, previstas em leis federais, estaduais e municipais além de outros dispositivos legais, o presidente da entidade acrescentou que o optometrista está apto a realizar o primeiro atendimento, verificando se a saúde visual e sistêmica do indivíduo é satisfatória. Segundo ele, isso não implica, porém, venda casada porque a aquisição do produto é facultativa. "Amparado em exame clínico e utilizando equipamentos de caráter observatórios da visão, os problemas diagnosticados são encaminhados para um oftalmologista e outras áreas médicas", frisou Leandro Luiz Fleury Rosa.
A denúncia feita pelo Cremego ao MP vai apurar se em algumas óticas o atendimento é feito por optometristas, que não cobram consulta, mas vinculam essa gratuidade à compra de óculos ou lentes.
Reforçando o trabalho de utilidade pública desempenhado pela categoria, desde dezembro do ano passado, o Sindióptica-GO está à frente da Campanha de Campanha de Resgate e Valorização do Setor Óptico e contra a Pirataria, que inclui intervenção nos estabelecimentos que vendem óculos piratas. "Nesse aspecto, a atuação do optometrista também é importante, já que pode reconhecer um produto com procedência ou não e dentro das especificações das normas técnicas", reforça Leandro.