Assunto que divide opiniões técnicas, e apesar de pouco mais 30 anos sendo discutido na área médica e técnica, existem ainda prós e contras. Vou colocar neste artigo bases, prestar informação e tradução das duas frentes de discussão, ao leitor informo previamente que demorei quase 4 semanas pesquisando traduzindo e adaptando textos para fácil entendimento, espero que a leitura seja prazerosa e interesse. Me perdoe se as informações não são mais aprofundadas quanto alguns podem desejar, mas tentarei trazer ao leitor o mais próximo possível das discussões atuais.
Primeiro precisamos entender "O que é Sindrome de Irlen?"
CONCEITO
Conforme, descrito em A ideia sobre a Sindrome de Irlen foi criada no início dos anos 80 por Helen Irlen, uma terapeuta especialista na área de visão. Ainda na área técnica, algumas pessoas também dão crédito para o co-desenvolvimento da ideia para o neozelandês Olive Meares, um professor acadêmico.
O Método Irlen tem sido usado por mais de 25 anos para identificar e ajudar as pessoas com um tipo de problema de processamento chamado Síndrome de Irlen, anteriormente conhecido como Síndrome de Sensibilidade e Stress (SSS). A síndrome de Irlen não é um problema óptico, segundo a base técnica é um problema na capacidade do cérebro para processar informações visuais. Este problema tende a ser executado em famílias (fator hereditário) e atualmente não é identificado por testes educacionais comuns ou médicos padronizados, segundo site.
A noção basica é que o cérebro em algumas pessoas têm dificuldades de aprendizagem, e isso porque, em algumas pessoas os problemas de processamento são relacionados a dificuldade em processar informações visuais, causando tensão (stress) visual, fadiga mental e gerando mau desempenho em tarefas visuais, como a leitura. Esta dificuldade, no entanto, é pior com certas frequências de luz, e se elas forem filtradas com lentes coloridas especiais, o cérebro teria menos interferência e um tempo mais útil para processar informações visuais, aliviando os sintomas e melhorando o processamento.
ENTENDENDO PORQUE EXISTE RESISTÊNCIA SOBRE O ASSUNTO:
De forma geral, a medicina moderna é baseada na ciência e é mais do que um conjunto de métodos ou uma certa conduta de filosofia da medicina que define seus estudos - é chamada tecnicamente de abordagem completa, que deve ter as principais questões abordadas em torno do assunto para que qualquer profissão intervencionista saiba responder: é real este problema? o que não funciona, e o que funciona? Qual o tratamento? Muitas vezes, são perguntas complexas até para os pesquisadores mais experientes responder.
No entanto, como Winston Churchill lamentou, tendemos a esquecer as lições do passado que levaram tempo para serem aceitas, "... nas idades mais impensadas. Manchetes todos os dias nós fazem ter vistas curtas."
Parte da missão da medicina baseada na ciência (e do ceticismo em geral) é lembrar as lições do passado em relação à ciência moderna e à pseudociência de lembrar constantemente ao público e aos nossos colegas dessas lições passadas.
A história da medicina está repleta de idéias que não passaram, tratamentos inúteis, doenças inexistentes e erros frequentes. Isso é inevitável e aceitável desde que nos esforçamos constantemente para corrigir e minimizar que esses erros sejam maiores do que os do passado.
A principal lição da história da medicina é que as novas idéias precisam passar por um rigoroso processo de avaliação antes de serem geralmente aceitas e implementadas. Estamos constantemente examinando e refinando esses métodos rigorosos. Eles incluem avaliação cuidadosa de possíveis mecanismos e plausibilidade da comunidade científica em geral, juntamente com evidências clínicas destinadas a eliminar todas as formas de viés e dúvidas.
A alternativa de algumas teses estarem subjugadas pela sombra de viés e dúvidas, é o que nos leva a falsos positivos - confirmação de nossos supostos preconceitos e até mesmo os sistemas inteiros de medicina são baseados em contos de fadas e imaginação.
Muitos desses tratamentos ou sistemas médicos, depois de serem descartados pela ciência, porque eles falharam em uma avaliação rigorosa, continuam como teses aceitas como "teses" mas não conclusas como estudo (como zumbis científicos) inábeis, imunes a evidências e razões, passando pelos movimentos da vida sem realmente estar vivo.
Na opinião do autor contrario pesquisado aqui é que a síndrome de Irlen é um desses zumbis científicos.
VISÃO TÉCNICA CONTRA
Para o autor contrario, a idéia excessivamente simplista de tratamento, faz parecer que nunca antes os neurocientistas pensaram sobre isso. De qualquer forma, às vezes as suposições ingênuas revelam-se corretas ou, pelo menos, contêm um núcleo de verdade ou um falso positivo. O autor questiona que tivemos 25 anos para testar esta idéia cientificamente - e o que aconteceu?
Não foi muito bem, segundo o autor. Deleitando a literatura, em 1990 a comunidade científica passou da rejeição céptica para absoluta sobre a Síndrome de Irlen. Segundo o autor, nunca se cruzou o limiar de provar que existe como uma entidade distinta, inclusive para ser chamada de sindrome. Na medicina, isso pode ser complicado, pois diferentes doenças e distúrbios visuais podem se sobrepor a Irlen em seus sinais e sintomas a todo momento. Também é fácil confundir muitas desordens diferentes para um transtorno de longo alcance (o que segundo o autor, é o que parece ser o caso aqui).
Uma crítica cientifica de 1990 conclui, a ausência de qualquer evidência de que seja uma entidade separada e/ou distinta, parece que a síndrome de sensibilidade escotópica é, de fato, é um complexo aglomerado de sintomas já conhecidos que resulta principalmente de vários distúrbios refrativos, problemas binoculares e acomodatimos, mas nada novo. Alguns dos estudos e documentos que apoiam que as hipóteses de Irlen fornecem motivos para acreditar que existe até um forte efeito psicológico no tratamento.
Os distúrbios oculares conhecidos existentes e conhecidos (listados acima) explicam os achados em pacientes com diagnóstico de Síndrome de Irlen, segundo o autor.
VISÃO TÉCNICA A FAVOR
Segundo site oficial (
http://irlen.com/): O método Irlen e a eficácia de sobreposições lâminas coloridas em cima dos objetos de atividade ou leitura e/ou uso de lentes coloridas, segundo o site, a sindrome tem sido objeto de mais de 200 estudos de pesquisa abrangendo as disciplinas de educação, psicologia e medicina. Até à data, mais de 100 desses estudos que apoiam o uso de sobreposições coloridas e lentes para tratar as dificuldades de processamento perceptivo visual associadas à síndrome de Irlen, segundo o site, estes artigos são publicados em revistas científicas e revisadas regularmente, incluindo o Journal of Learning Disabilities, Australian Journal of Special Education, Percepção e habino (link:
http://irlen.com/bibliography-of-research/ ).
Ainda segundo o site, estudos de incidência sugerem que 46% das pessoas com problemas de leitura, dislexia, desordem de déficit de atenção ou dificuldades de aprendizagem sofrem de síndrome de Irlen e podem ser auxiliadas pelo método. Às vezes, o método Irlen é a única obstrução necessária, mas, com mais freqüência, a síndrome de Irlen é apenas uma de várias camadas dos problemas do indivíduo, e o método Irlen pode ser uma peça do enigma da solução. Este método não substitui a necessidade de instrução, remediação ou intervenção médica de outros tratamentos em andamento.
As pesquisas recentes do cérebro no nível celular forneceu novas informações sobre o funcionamento das vias visuais nos disléxicos em oposição aos leitores normais e fornece uma explicação plausível para a eficácia demonstrada dos filtros de Irlen e sobreposições coloridas. Estudos cerebrais realizados na Amen Clinic e na Divisão de Armas do Centro de Guerra Aérea Naval dos EUA mostram que a cor ajuda a equilibrar o funcionamento cerebral e que o efeito Irlen é real, segundo o site.
OPINIÃO
Em primeiro lugar, você precisa ter um exame ocular completo, com Oftalmologista afastando patologias e teste com Optometrista Comportamental identificando problemas no processamento visual, durante o teste, vamos pesquisar a problemas binoculares, acomodativos e síndromes visuais. Se seus resultados forem positivos ao déficit, então, completaremos uma avaliação de sobreposição e colorimetria (normalmente em uma segunda consulta). Se for encontrado que uma cor ajuda a reduzir ou aliviar seus sintomas, podemos então prescrever* uma sobreposição ou lentes coloridas, que no caso do Instituto são somente importadas.
*Para o Instituto Irlen Internacional, somente pessoas treinadas no instuto podem realizar tal prescrição, e no Brasil, o Instituto se encontra em Belo Horizonte/MG, e segundo seu site (
http://fundacaoholhos.com.br/) pode encontrar profissionais e cursos de treinamentos sob a supervisão da Dra. Márcia Guimarães, cabe salientar que podem encontrar no youtube facilmente varias entrevistas em português sobre o assunto.
Acredito, fielmente que a base técnica sobre o tratamento é sólido, realmente esta comprovado tecnicamente que para "algumas" pessoas com problemas de processamento visual os filtros coloridos (em óculos ou láminas gel) podem ajudar e melhor muito o desempenho em leitura e atividades, principalmente nas Terapias Visuais. A questão ainda, é a discussão se podemos ou não chamar de Síndrome, o fato é, que destes tantos outros transtornos muitos podem na "hora H" serem relacionados com sintomas de outros problemas acomodativos e/ou binoculares ou ambos.
Fato é que como tantas outras teses e estudos, a Síndrome de Irlen ainda gera discussão como técnica, mas como método de tratamento, usar filtros com cores para alguns pacientes em Terapeuta Visual realmente é valido.
Agora, se seu filho ou parente tem problemas visuais que estejam afetando seu processamento e progressão, tente todas as ferramentas e formas que podem ajuda-lo nesse caminho, evite sua negligência e a omissão! apenas tenha atenção e cuidado com a imperícia no caminho.
No mais, se acharem que devem procurar mais sobre o assunto, espero ter explanado de forma ampla e razoavelmente técnica sobre o assunto, os links estão no texto abaixo, aproveite.
Fonte:
PRÓS
CONTRA
*Links adicionais cedidos pela leitora: Andrea Weffort sobre Dislexia e Sindrome de Irlen
Tradução: Fabrício Paes - Optometrista in Sydney, Australia.