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Vendedor Meta ou Consultor Óptico - Parte 5

Artigo Nice Garcia para o Portal Opticanet

"Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, Mas o que melhor se adapta às mudanças"

Leon C. Megginson

Bora lá, as fusões, as compras de grandes franquias, as join adventures, tem surpreendido o setor óptico quase que diariamente, mas onde você fica no meio disso?

Não apenas eu, mas diversos colunistas, e grandes mentores no setor óptico, têm afirmado constantemente o mercado está em mudança, o setor tem exigido atitudes e ações mais pró ativas, e como lidar com isso e não sucumbir aos Novos Rumos de nosso setor?  Não existe formula mágica, além do que já foi dito anteriormente em outros artigos, ou você difere de tudo que já foi visto no setor, e principalmente no atendimento, ou com certeza, ficará para trás.

E por falar em atendimento, vamos falar sobre egos, ou melhor, na desconstrução de egos para se atingir o patamar de consultor óptico. Vamos iniciar citando um exemplo que nada tem a haver com óptica, mas um exemplo de um ego, que acabou com uma das maiores empresas do setor automobilístico, ou melhor, acabou com a independência dessa empresa quando a mesma foi comprada por outra do mesmo setor. Lee Iaccoca, que foi CEO da Chrysler, no inicio dos anos 80 fabricante de veículos automotores, bom não irei tirar o mérito do cara, ele alavancou sim uma das maiores viradas empresariais da mesma, ao ponto dessa valer 2,9 vezes mais do que a média do mercado, segundo o informativo de investimentos "Insvestors Business Daily" na época. Inegável Lee Iaccoca possua talento, visto que o resultado citado se deu na metade de sua gestão. Mas então, onde está o ego?
 
Bora, Iaccoca a partir de então passou mais tempo se auto promovendo, do que administrando e buscando inovações para manter a empresa em um patamar que gerasse excelência, mantendo ou melhorando os números obtidos, um exemplo do ego inflamado está no fato do mesmo ter protagonizado mais de 80 comerciais, promoveu ao máximo sua autobiografia, mas deixou de lado a obra prima que criou, a imagem de uma empresa forte e de superação, na metade de sua gestão as ações da Chrysler despencaram em mais de 31%. Sua visão ofuscada pelo brilho dos holofotes, não o deixou enxergam que a empresa estava por sucumbir. Quando Iaccoca deixou o comando da Chrysler, essa experimentou novamente seus 5 minutos de fama (alias cinco anos de retorno ao mercado), mas os estragos eram imensos, e a nova gestão não excitou em vendê-la a Daimler-Benz. Ou seja, um ego pode fazer números excelentes, mas incapaz de se aprimorar e ir além, e principalmente de se manter. E esse mesmo ego, não tolera ser contrariado, e muito menos se arriscará a sair da zona de comodismo que seu dito conhecimento lhe proporciona, um vendedor que se oporá e não tolerará mudanças.

Agora, vamos jogar essa fatídica realidade no seu balcão? Não faz muito tempo, vi uma empresa no setor óptico, especificamente uma determinada franquia, onde os proprietários não eram do setor, eram de outros segmentos, e recrutaram uma equipe com muita experiência, porém uma equipe cheia de vícios de outras empresas, com discursos obsoletos sobre suas capacitações individuais, e sem o menor preparo para inovação. Ouvi de duas das vendedoras as seguintes frases: "Vendo a marca X, só sei vender ela, porque sempre me deu prêmios, e para vender outra, alguém tem que me preparar um comparativo do que eu conheço com essa tal marca", "se fala o tempo todo em inovação, então tudo que eu sei não ser para nada? Que inovação, são só óculo,s e óculos se vende como eu faço em qualquer lugar". Deu para perceber uma redundância na mega capacitação individual? E o uso excessivo do pronome: EU.  Sim acredito louvável grandes laboratórios premiarem vendedores, mas nada louvável, e em nada agrega um comportamento em torno de conhecimento isolado, de uma determinada fabricante.

Porém, serei enfática em afirmar o seguinte, como treinner, como coaching e abalizada pela dramaturgia: "Impossível progredir sem mudança, e aqueles que não mudam suas mentes não podem mudar nada" George Bernard Shaw (autor de Pigmaleão, obra que inspirou romances cinematográficos lindos, mas voltemos) Não mudamos quem não quer mudar, não entramos onde não nos é permitido. E atitudes inflamadas por egos que não se permitem sair da zona de conforto, tentem a ter a trajetória de Iaccoca, números lindos, lucros acima da média, mas e o depois, e digo o depois não é daqui a anos, o depois já é amanhã, estamos na era da digitalização da informação rápida, mudanças são freqüentes, diárias mesmo, inovação tecnológica em lentes vem de todas as marcas e fabricantes, não é possível se prender ao passado. E o passado, nunca foi tão imediato como o ontem.

E então vem a pergunta, Nice devo então levar toda minha equipe em um treinamento sobre motivação? Sim, mas irei te dar um dado que não é muito inspirador, segundo o sistema HumanSigma da Gallup ( empresa especializada em pesquisa  de perfil comportamental, e de opinião), o " In loco" é muito mais funcional, pois lhe dará as perspectivas dentro de sua realidade, lhe mostrando os pontos que tanto seus clientes como funcionários esperam de uma empresa em seu segmento. E mais a serventia dessa palestra só será percebida, se realmente sua equipe se permitir entrar na mudança comportamental que a mesma ofereça. E os egos? Meu caro leitor, como disse antes, uma pessoa só muda se ela realmente quiser mudar, ou como citou o pai da psicanálise Sigmund Freud "Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança a pessoa muda", e empiricamente está comprovado, uma pessoa só se livra de seu ego, quando ela almeja, mas no cenário que vivemos, não podemos esperar que o vendedor se desapegue de seus vícios por si só, ou realmente ele foca em aprender e estar em constante evolução, ou o mesmo se torna tão obsoleto quanto seus vício de vendas insípidas, que a priore podem ter o impacto que a empresa precise no momento, mas que não terão continuidade.
 
A força de egos inchados, não pode ser maior que a mudança necessária para se caminhar para frente.

Afinal, ele se projeta de modo limitado, e por, mas que possua anos de ramo, ficará para trás, e consequentemente arrastará a empresa, assim como o caso da Chrysler, e de tantas outras empresas que ficaram cegas com resultados estonteantes, mas não se prepararam para o novo, e sucumbiram segundo uma pesquisa da Universidade do Colorado-EUA, 75% das empresas que possuem em seu quadro pessoas de egos gigantescos, contribuíram diretamente para a extinção ou para perpetuar a mediocridade da mesma, e esse dado se refere a qualquer função exercida pelo ego na empresa. 

Um Consultor Óptico, pensa no Nós podemos fazer a diferença, e não no Eu faço, e quem quiser que me siga. Mas, também racionaliza atitudes inovadoras, sem apego a sua experiência profissional anterior, ele a utiliza como base de inspiração, não como metodologia única, e sabe diferenciar onde pode mudar para ser funcional. E está aberto a inovar, a conhecer.

Deixo aqui um pensamento, que um mestre citou na época em que iniciei o processo de aprimoramento em Lentes de Contato com o Professor Luis Alberto Perez Alves (in memorian): " Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes" Albert Einstein.

Então, bora arremessar os egos a distância e potencializar o que realmente é necessário?

Próximo artigo...Surpresa.

Nice Garcia
Técnica em Óptica e Coaching em Óptica
Entusiasta e Apaixonada por Óptica
Fonte: Nice Garcia

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