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Dior demite John Galliano após comentários antissemitas

A grife francesa Christian Dior anunciou dia 1º de março a demissão do estilista John Galliano após queixas de que ele fez comentários antissemitas, registradas contra ele na polícia em Paris.

A grife francesa Christian Dior anunciou nesta terça-feira dia 1º de março a demissão do estilista John Galliano após queixas de que ele fez comentários antissemitas, registradas contra ele na polícia em Paris.
A Dior disse que iniciaria o processo para demitir Galliano depois de assistir a um vídeo que supostamente mostra o estilista gritando contra pessoas em um bar de Paris.

"Eu condeno veementemente o que foi dito por John Galliano, que contradiz todos os valores que sempre foram defendidos pela Christian Dior", disse o executivo-chefe da Christian Dior, Sidney Toledano, em comunicado.

"Eu amo Hitler. Pessoas como vocês deveriam estar mortas. Suas mães, seus antepassados, todos deveriam ter ido para o gás", disse o estilista a frequentadores do bar, que julgou serem judeus. "Você tem algum problema?", perguntou uma das mulheres do grupo que ouviu as ofensas. "Sim, com você, vocês são feios", continuou.
 
Segundo a testemunha que filmou o episódio, Galliano estava bebendo sozinho quando o grupo do qual ele fazia parte sentou-se em uma mesa próxima.

Os advogados de Galliano reagiram às acusações, alegando que, no episódio mais recente, ele apenas se defendeu de ataques. Stephane Zerbib, responsável pela defesa do estilista, está preparando um processo de difamação. "O que houve foi uma discussão. O senhor Galliano foi atacado verbalmente, mas em nenhum momento ele usou...insultos de caráter racista ou antissemitas.
 
Temos testemunhas que confirmam esta versão dos fatos", justificou Zerbib, em entrevista ao site Contact Music. À agência de notícias AP, Zrebib preferiu não comentar o teor do vídeo. "O que importa não é o que está na internet. O que importa são os testemunhos. O que está na internet não tem muito valor", desdenhou.

Os insultos antissemitas são considerados ilegais na França e Galliano pode pegar até seis meses de prisão.
Fonte: O Globo

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