No meio de escândalos envolvendo o estilista John Galliano e sua condenação por suas declarações (infelizes) antissemitas, surge outra polêmica no mundo da moda. Essa nova polêmica é de Coco Chanel seria uma espiã nazista, durante a Segunda Guerra Mundial.
Essa afirmação parte da biografia Dormindo com o Inimigo - A Guerra Secreta de Coco Chanel que é de autoria de Hal Vaughan e ele afirma que Coco tinha duas identidades e era amante de um espião alemão, Hans Günther Von Dincklage.
Na própria época que surgiu essa especulação a Maison Chanel emitiu um comunicado declarando que a estilista conheceu o alemão Von, em Paris, na década de 1930. No comunicado também se admitiu que teve um relacionamento com ele, mas negando qualquer ligação com o trabalho dele.
A estilista era amiga próxima de Winston Churchill, primeiro ministro britânico e que na época Chanel o abordou para propor um acordo de paz entre Inglaterra e Alemanha (devido suas relações com Von Dicklage) o que ficou conhecida como Operação Modelhut. Outra negação do envolvimento da estilista com os nazistas era o fato de ela ter envolvimento com vários membros da comunidade judia como a família Rothschild, o fotógrafo Irving Penn e o escritor Joseph Kessel.
Há ainda outras obras lançadas e com outros enfoques não tão polêmicos da estilista como Coco Chanel, the legende and the life, o qual a leitora teve acesso a fontes secretas e arquivos de Churchill e Westminster para abordar a vida da estilista durante a guerra.
Já quanto à obra Dormindo com o Inimigo - A Guerra Secreta de Coco Chanel, essa no Brasil é editada pela Cia das Letras pelo preço de R$ 43. Vale a dica de conhecer a história da estilista, assim como para quem não dispensa uma polêmica.