O objetivo principal é desenvolver os conceitos de cidadania entre estudantes do ensino médio e ainda incentivar a participação de crianças de todas as idades
Um jovem estudante cria um novo jogo que a cada favor recebido seja retribuído a outras 3 pessoas, estimulado por seu professor, que o desafia a gerar algo para melhorar o mundo. Essa é a sinopse do filme "corrente do Bem" (pay it foward) , do diretor norte-americano, Mimi Leder . Aqui no Brasil, tornou-se realidade com a Campanha Corrente do Bem, inspirada no gesto de solidariedade, também de um estudante , Felipe Ventura, que na época tinha apenas 7 anos e assistindo o Teleton teve a iniciativa de doar seu cofrinho, em 1999 levou R$ 75,00 e em 2007 doou R$ 13 mil.

Deste exemplo de cidadania surgiu na AACD a idéia de mobilizar as crianças nas escolas a participarem de um projeto e que ganhou identidade própria dentro do TELETON: "Corrente do Bem TELETON". A Corrente do Bem é um projeto dentro do TELETON que veio envolver e somar ao espírito de solidariedade à causa da deficiência física no Brasil, possibilitando a participação direta de crianças de escolas públicas e privadas de seus familiares e amigos.
O Projeto chega à quinta edição em novo formato. Além das participações de escolas públicas e privadas e universidades de todo o Brasil, o conceito agora foi estendido a estabelecimentos comerciais, como supermercados, farmácias e padarias, que já geram arrecadação mensal de R$ 18 mil a R$ 20 mil desde janeiro. Em 2007, mais de 200 mil cofrinhos foram distribuídos para 208 escolas e 21 Secretarias municipais de educação ajudaram na divulgação da campanha. Mais de 1 milhão de crianças contribuíram com a AACD, que arrecadou cerca de R$ 463 mil a serem investidos na manutenção das unidades ao longo do ano.
Felipe Ventura ,10 anos ajudando o Teleton
Felipe Ventura, 17 anos, ajuda o TELETON desde os 7 anos, depois de tomar a iniciativa de doar seu cofrinho com suas moedas para a AACD, se tornando um dos voluntários mais jovens da entidade. Felipe o "menino do cofrinho", como é conhecido, o ano passado levou ao SBT uma mala que pesava quase 100 kg, com R$ 13 mil. "Não tenho uma meta de arrecadação, mas sempre é bom levar um pouco mais do que no ano anterior , afinal novos hospitais são construídos - e é o que espero repetir no Teleton que acontece 07 e 08 de novembro. Conheço várias unidades da AACD e tenho orgulho de ajudar uma instituição tão séria", afirma o jovem.
Saiba mais sobre Felipe Ventura, o Menino do Cofrinho
Aos sete anos o menino decidiu levar todas as suas economias - 75 reais! - até um estúdio de televisão, para ajudar na construção de um hospital para as crianças da AACD. O pequeno gesto mudou para sempre a sua vida e a vida da própria instituição...
1998: em um dia frio, o menino Felipe Ventura, então com sete anos de idade, estava em seu apartamento assistindo ao Teleton (maratona televisiva do SBT, que visa arrecadar fundos para a AACD) quando ouviu um pedido da apresentadora Hebe Camargo para que as pessoas fizessem doações para ajudar na construção e manutenção de hospitais para crianças deficientes. "Gente, vamos doar. Assim não vai dar para atingir a meta e construir o hospital!".

O apelo comoveu o menino, que foi até seu quarto, pegou um cofrinho que reunia todas as suas economias e decidiu que faria o bem. Despejou todas as moedas na mesa e viu que tinha uma boa quantia: 75 reais! Depois, Felipe pediu aos pais que o levassem à emissora e não descansou até que aceitassem seus pedidos contundentes. Em um lance de sorte, destino ou providência divina* acabou no palco, com Silvio Santos e Hebe, que se encantaram com a imagem do menino ingênuo e idealista, com o cofrinho nas mãos. Ao final, o todo poderoso dono do SBT fez ainda um desafio: "no ano que vem espero você aqui com dois cofrinhos!". No dia seguinte colocou um cofrinho na loja dos pais . Depois, a campanha passou também para outros parentes, como os avós e os tios.
A atitude sincera de Felipe mudou a sua vida e a história da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), que organizou uma campanha de arrecadação nos colégios muito bem sucedida - a Corrente do Bem - inspirada na atitude do menino, que aceitou ser o líder da ação, incentivando outras crianças a se tornarem mais um elo desta corrente. Felipinho, o "menino do cofrinho" , como é conhecido, visita escolas e instituições em São Paulo - onde conta sua história e ressalta a importância de todos participarem. "Uma pequena ação tem o poder de mudar o mundo. Sou apenas um elo da corrente do bem, que vai ajudar a despertar muitos outros Felipes", costuma dizer, com surpreendente desenvoltura para seus 17 anos de vida. "Sou brasileiro e tive uma boa idéia. Acho que cada um pode ter a sua...ou mesmo abraçar uma idéia de outra pessoa e contribuir", afirma Felipe Ventura, um adolescente "comum" de classe média, que estuda, adora gastronomia, joga futebol e videogame, é um apaixonado torcedor do Corinthians, ama viajar - e faz o bem.
"Ninguém pensava que as minhas moedinhas - aqueles R$ 75,00 - iam fazer a diferença. Mas fizeram. No ano passado, além da Corrente do Bem, consegui juntar com meus pais , meus avós e meus tios mais de R$ 13 mil. Levei tudo em moeda, numa mala que pesava quase 100 kg. Disse para o Silvio Santos: ´tenta levantar´! Ele respondeu, ´não, você é louco!´ Não tenho uma meta de arrecadação, mas sempre é bom levar um pouco mais do que no ano anterior -, afinal novos hospitais são construídos - e é o que espero repetir no Teleton que acontece 07 e 08 de novembro. Conheço várias unidades da AACD e tenho orgulho de ajudar uma instituição tão séria. ", afirma o jovem Felipe Ventura.
*Chovia torrencialmente na hora da chegada da família à emissora. Da cabine, o guarda confundiu os pais de Felipe, Francisco e Deborah Ventura, com amigos de Íris Abravanel, esposa de Silvio Santos. O "engano" facilitou não apenas a entrada da família, mas o acesso até bem pertinho do estúdio.. Mas aí por "sorte" a produção descobriu a história do menino e avisou Hebe Camargo que imediatamente chamou Felipe ao palco para falar com Silvio Santos...

Box1: Meses em cadeira de rodas
Quando tinha 10 anos, Felipe Ventura levou um tombo durante uma brincadeira com suas primas e não conseguiu mais andar. Ficou cinco meses em cadeira de rodas. "Nunca achei que seria para sempre, mas, ainda assim, foi uma época muito dura. A gente percebe os outros nos olhando com pena. Na escola, ninguém me zoou, mas todo mundo olhava triste, todos pensavam que eu não andaria mais. Passei por vários médicos, até que um dia eu levantei e pronto! Graças a Deus nunca mais tive nada. Isso aconteceu uns três anos depois que comecei a ajudar a AACD. Quando se vive uma coisa assim, do nada, percebe-se que pode acontecer com qualquer um. Na AACD vi muitos casos tristes causados por bala perdida, acidentes de carro e até pranchas de surfe. É, portanto, mais uma razão para a gente ajudar!"
Box2: Incentivo do saudoso avô
Falecido no ano passado, o avô de Felipe Ventura - Sr. Wilson - foi seu grande colaborador e incentivador, além de ser seu ídolo. Ele morava na Zona Norte, onde era, com sua simpatia, muito popular. "Quando comprava alguma coisa, todo mundo dava troco em moedas para ele colocar no cofrinho. Quando encontravam com ele, as pessoas já perguntavam: ´o senhor quer moedinha para dar para seu neto?´. Então o cofrinho dele era bem caprichado: só tinha moeda de um real", conta Felipinho. "Ele faleceu , mas minha avó assumiu o posto, tenho certeza de que ele está lá em cima nos ajudando a atingir a nossa meta...", finaliza emocionado.
Box3 : AACD ganha o Prêmio Marketing Best Responsabilidade Social
Case- ´´Corrente do Bem´´
O Prêmio Marketing Best Responsabilidade Social foi criado para destacar as organizações que estão ajudando a solucionar os problemas e as carências de nosso país, desenvolvendo ações sociais tanto para seu público interno como para as comunidades com as quais se relacionam.

Sobre AACD
A Associação de Assistência à Criança Deficiente, AACD, mantém um amplo serviço de atendimento médico, pedagógico e social, voltado principalmente às crianças e adolescentes, promovendo a reabilitação e reintegração social dessas pessoas. Hoje, 96% dos pacientes nada pagam por consultas e terapias. Cerca de cinco mil atendimentos por dia são realizados em suas oito unidades: AACD Ibirapuera (SP), AACD Mooca (SP), AACD Osasco (SP), AACD Pernambuco, AACD Minas Gerais, AACD Rio Grande do Sul, AACD Rio de Janeiro e AACD Santa Catarina.
ENTREVISTA FELIPE VENTURA - site www.maisbahia.com.br
http://www.maisbahia.com.br/entrevistavip.asp?codigo=215