Na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) realizada em outubro, o Curso de Pós-Graduação em Oftalmologia da UNIFESP recebeu a nota máxima - sete, obtendo uma posição única de liderança na cirurgia brasileira, com desempenho equivalente ao dos mais importante centros internacionais de ensino e pesquisa.
Foram avaliados 2.266 programas de pós-graduação, sendo 3.409 cursos - 2.070 de mestrado acadêmico, 1.182 de doutorado e 157 de mestrado profissional.
A Pós-Graduação em Oftalmologia da UNIFESP, iniciada em 1980, sempre se destacou pelo alto conceito junto à CAPES, e pela primeira vez atinge nota máxima 7,0. O Curso possui 25 professores e 90 alunos e desenvolve atividades intensas nas suas 15 linhas de pesquisa na área de novos conhecimentos oftalmológicos, mas também na transmissão desses ensinamentos em sua aplicação criativa em nossa sociedade, principalmente para a melhoria da ciência e ensino da oftalmologia no Brasil e condições visuais da população brasileira.
Segundo a Professora Denise de Freitas, coordenadora do curso, as razões para o sucesso desse curso incluem a inserção nacional, com formação de novos núcleos de pesquisa, e a internacional, com trabalhos de parcerias com as maiores Universidades Norte Americanas. "Também, desde 1990, nosso curso conta com o apoio do Instituto da Visão, vinculado à UNIFESP, que se transformou em importantíssima fonte de recursos econômicos e humanos para a obtenção desses objetivos", explica.
A Professora Ana Luisa Hofling, Professora Titular e Chefe do Departamento de Oftalmologia da UNIFESP, ressalta a produção científica do setor. "O Programa de pós-graduação em Oftalmologia da UNIFESP tem um número excepcional de publicações em revistas internacionais Qualis A ou indexadas no sistema ISI. Seus professores, um grupo integrado e participativo, freqüentemente atuam como palestrantes de eventos fora do Brasil, mostrando o seu reconhecimento internacional. Além disso, pertencem ao corpo editorial de revistas internacionais, participam no desenvolvimento de novas tecnologias com conseqüente depósito de patentes, atuam na nucleação em áreas carentes de formação de pesquisadores e professores, bem como apresentam um papel social ímpar, aprimorando o ensino da medicina em todo o País".
Para o Professor Rubens Belfort, presidente do Instituto da Visão, e ex- coordenador do curso, um diferencial importante é existência do INSTITUTO DA VISÃO da UNIFESP, vinculado ao Curso, que permite financiamento externo bem como parcerias com indústria e centros de desenvolvimento tecnológico internacional com grande flexibilidade. "Essa nota 7 certamente servirá de estímulo para nosso excelente grupo de professores se empenhar cada vez mais em prol da pesquisa e do ensino da Oftalmologia no Brasil, em sincronismo com outros centros internacionais de excelência e unidades em formação no Brasil", conclui.