De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 65 milhões de pessoas no planeta convivem com a patologia, responsável por 4,5 milhões de casos de perda total de visão.
Só no Brasil, ela atinge mais de 900 mil pessoas. "O glaucoma é uma doença degenerativa e progressiva, que danifica as células do nervo óptico. É crônica e não tem cura, sendo que na maioria dos casos pode ser controlada com tratamento adequado e contínuo", explica o dr. Ricardo Yuji Abe, médico do Hospital de Olhos do Brasil (HOBrasil).
Fazem parte do grupo de risco pessoas com mais de 40 anos (a prevalência aumenta com a idade), míopes que usam lentes acima de seis graus, diabéticos e pacientes que tiveram trauma ocular ou doenças intraoculares e indivíduos da raça negra, que têm quatro vezes mais chances de serem afetados.
Como muitas vezes o problema é assintomático, os pacientes, geralmente, buscam o tratamento em uma fase já bastante avançada.
No entanto, uma vez que a visão foi perdida, independentemente do tipo de glaucoma, ela não poderá ser restaurada.
"Por isso, é necessário um exame oftalmológico completo e cuidadoso, com medição da pressão intraocular, exame do fundo de olho e campo visual. Quanto mais rápido for o diagnóstico, maiores as chances de se evitar a perda visual. Não podemos evitar que o Glaucoma apareça, mas podemos sim evitar a cegueira causada pela doença", afirma o oftalmologista.