Óptica no Brasil | Óptica no Brasil - 29 Janeiro 2014 Governo participa de debate sobre política industrial para o setor ótico Gestores públicos e empresários se reuniram no último dia 20, durante o Encontro Nacional da Indústria Óptica O potencial de crescimento do setor ótico brasileiro é enorme. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica), no Brasil 135 milhões de pessoas necessitam de algum tipo de correção visual e somente 40 milhões usam óculos de grau. Fatores como o aumento da renda e da faixa etária da população - segundo o IBGE, 10,8% dos brasileiros já tinham mais de 60 anos em 2010 - também fazem com que o mercado espere um significativo aumento da demanda por produtos como armações e lentes. Por outro lado, mais de 70% dos itens comercializados pelo setor no Brasil são importados e o número de fabricantes nacionais é pequeno. Por isso, representantes da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), e da cadeia produtiva se reuniram no último dia 20, em São Paulo, durante o Encontro Nacional da Indústria Óptica, para estudar políticas que estimulem o segmento. O diretor da ABDI, Otávio Camargo, lembrou a existência de um projeto de lei (nº 6868/2010) que trata da obrigatoriedade do exame de vista anual no ensino público fundamental e médio, que também deve gerar demanda por óculos e lentes. "No Brasil não há, hoje, processo regular de verificação de acuidade visual. A detecção está restrita ao serviço militar e aos portadores da carteira nacional de habilitação. Projetos como esse, que agora está na Comissão de Constituição e de Cidadania da Câmara dos Deputados, não apenas colaboram com a saúde da população, mas também impactam o setor industrial", completa Camargo. O interesse do governo é de que cada vez mais produtos do setor ótico sejam fabricados no país, gerando emprego e renda. "Em 2010, essa cadeia registrou um faturamento de R$ 15,9 bilhões no varejo, segundo a Abióptica. Mas do ponto de vista da fabricação, há uma concentração de atividade em países que atualmente promovem grande evolução tecnológica, especialmente na produção de lentes. É importante que o Brasil amplie sua participação nessa cadeia e se fortaleça como player", detalha o especialista da ABDI Caetano Ulharuzo. Política setorial Durante o evento, a ABDI e a Abióptica promoveram oficinas de trabalho, com a participação de empresários, sobre a construção de uma política industrial para o setor. O grupo se baseou em medidas relacionadas a defesa comercial, desoneração tributária, máquinas e equipamentos, normalização e fomento à inovação. Foram elencadas ações como linhas especiais de crédito para modernização e implantação de plantas industriais e atração de investimentos; financiamento para compras de equipamentos; incentivos à criação de laboratórios de testes; desoneração de investimentos intensivos em tecnologia; um contrato de competitividade com o setor (com contrapartidas à inovação); combate ao contrabando, pirataria e sonegação; criação e aplicação de regulamentos técnicos nacionais voltados à saúde e segurança; incentivos à participação de produtores em exposições e eventos nacionais e internacionais; e outras. Entre as prioridades pleiteadas pelo empresariado está a desoneração tributária do setor, que geraria, além de mais renda e emprego, maior arrecadação de impostos, tendo em vista que hoje muitas empresas brasileiras estão fechando as portas diante das dificuldades de competição com os importados, especialmente chineses. O próximo passo a ser dado é a realização de um estudo técnico sobre o tema. Para acessar a apresentação sobre política setorial realizada no evento, clique aqui. Fonte: ABDI #Abióptica#olho#visão#ABDI A - A +
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