Na última
terça-feira, dia 5 de maio, o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, presidente
do Instituto Penido Burnier de Campinas, entregou a Matheus Gomes,
superintendente do Hospital São Vicente de Jundiaí, 300 óculos de proteção ou
EPIs (Equipamentos de Proteção individual) para serem utilizados pelos
profissionais do hospital.
A doação faz
parte da Campanha Solidariedade criada por Queiroz Neto no início de abril para
garantir o combate ao coronavírus entre profissionais da saúde.
O
oftalmologista afirma que a falta de todo tipo de equipamento de proteção no
Brasil desde que a pandemia de coronavírus chegou ao país, fez com que buscasse
apoio de indústrias do setor óptico através da Abióptica (Associação Brasileira
de Indústrias do Setor Óptico), onde é diretor
médico. Isso porque, a OMS (Organização mundial da Saúde) preconiza que durante
testes de covid-19, atendimento de casos suspeitos ou confirmados, os
profissionais usem luvas, máscara, protetor facial e óculos de proteção.
De acordo com Queiroz Neto os EPIs foram doados pela
Abióptica e Essilor, multinacional que
está desenvolvendo um programa global de doações para combater a covid-19
através do programa Vision
For Life.
O oftalmologista destaca que
a Campanha Solidariedade também conta com o aporte da Allprot e está
distribuindo 12 mil EPIs a diversas
instituições. "Trabalhar sem proteção ocular é um
risco. Pesquisa da AAO (Academia Americana de Oftalmologia) revela que os olhos
são uma das portas de entrada do coronavírus." afirma. Isso porque, através do
ducto lagrima têm ligação direta com o nariz que leva o vírus para todo o
sistema respiratório, explica.
De acordo
com o comitê de enfrentamento ao coronavírus de Jundiaí até 5 de maio 26% dos
leitos de UTI dos hospitais públicos estavam ocupados e nos hospitais privados 66%.
Destes, 27 foram destinados ao tratamento de pessoas com covid-19. A cidade já soma 195 casos confirmados da
infecção e 19 mortes.
Leôncio
Queiroz Neto destaca que apesar da febre, tosse e falta de ar serem os sintomas
de COVID mais divulgados, muitas pessoas contaminadas só apresentam olho
vermelho. Isso explica porque 80% dos
que têm COVID-19 são considerados assintomáticas. É por isso que lavar as mãos
com frequência e evitar tocar os olhos é a primeira medida de prevenção,
conclui