Após o Sindióptica-RS protocolar em março os ofícios com pedidos de vacinação aos profissionais do segmento óptico junto às secretarias municipal de Saúde de Porto Alegre e estadual de Saúde, o coordenador da Câmara Brasileira do Comércio de Produtos e Serviços Ópticos (CBÓptica), André Rocatto estendeu a mesma lógica e encaminhou - com base no documento - nova argumentação técnica do setor óptico para a divisão jurídica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) para posterior direcionamento ao Ministério da Saúde.
A iniciativa de Roncatto, que também preside o Sindióptica-RS, objetiva estabelecer entendimento da matéria e encurtar os prazos para imunização dos profissionais ópticos dentre os grupos prioritários. Inicialmente, obedecendo os trâmites e ritos da CNC, o ofício foi conduzido ao vice-presidente e Coordenador das Câmaras Brasileiras da CNC, Luiz Carlos Bohn.
Os estabelecimentos ópticos, classificados no Rio Grande do Sul e na maioria dos Estados como atividades auxiliares à saúde desde 2020, ao qual mantiveram as portas abertas como serviço essencial durante a pandemia, tem este aval como subsídio para garantir brevidade no cronograma visando a vacinação. "Conquistamos o direito de atender a população durante a pandemia no Estado. Agora em 2021, esta permissão foi renovada. Então seria adequado conceder a garantia aos profissionais que se dedicam a auxiliar quem necessita de serviços ópticos", aponta Roncatto.
Outro argumento fundamentado pelo coordenador da CBÓptica, é que o varejo óptico está relacionado à saúde, conforme classificação no rol da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para atender esta classificação, as ópticas mantêm responsável técnico devidamente habilitado para o regular o funcionamento das mesmas.
Mais um ponto evidenciado por Roncatto é que toda a demanda reprimida que está sendo vacinada tem necessidade de fazer ou renovar seus óculos e a grande maioria dos usuários estão todos acima de 40 anos e 100% deste contingente dependem de óculos, exigindo atendimento acima do normal nas ópticas. "É urgente que a CBÓptica, representando o segmento óptico, venha requerer a apreciação de enquadramento do segmento óptico no rol de assistência à saúde, a fim de que sejam incluídos no grupo prioritário os profissionais que atuam nas ópticas e laboratórios no cronograma de vacinação contra a Covid-19", destaca.
Roncatto reconhece o cenário de dificuldades diante da escassez e falta de abastecimento e importação de imunizantes e insumos para a vacina, o que poderá ser determinante para avançar no alinhamento de mais profissionais. Assim mesmo, ele acredita que a mobilização das entidades em gerar uma decisão das autoridades sanitárias e Executivo para imunizar os profissionais ópticos se faz necessária diante da expectativa do segmento óptico em garantir segurança e condições de trabalho junto à população, que já atendem os protocolos sanitários.