Criado há quase 200 anos por Louis Braille, na França, o Braille é um sistema natural de leitura das pessoas cegas e indispensável para a independência e a autonomia das mesmas. Muitas pessoas não reparam, mas há vários setores e ambientes em que a combinação de pontos em relevo faz a diferença na vida das pessoas com deficiência visual:
- Ambientes sociais - cardápios de restaurantes, botões de elevadores, placas de sinalização (banheiros femininos e masculinos)
- Escola - para a alfabetização, em livros didáticos, apostilas, jogos educativos
- Residência - embalagens de alimentos, cosméticos, medicamentos
- Garantia de privacidade - extratos e contratos bancários, contas de consumo
Estes são apenas alguns exemplos, porém, o mais importante é que a pessoa com deficiência visual possa ter acesso a diferentes informações de forma autônoma, sem intermediários.
Personagens sugeridos
- Personagens com deficiência visual em todo o Brasil que fazem uso do braille e podem falar sobre importâncias, desafios e contar como o sistema faz diferença no dia a dia deles;
- Profissionais de educação para falar sobre como a alfabetização em braille faz diferença no desenvolvimento educacional de crianças;
- Profissionais da cadeia de produção de materiais em braille para explicar o processo de produção, características técnicas;
- Pai cego que lê para filha que enxerga e vê neste momento uma conexão familiar;
- Profissionais da Rede Nacional de Leitura inclusiva (bibliotecários, professores) que podem falar sobre a receptividade deste material por pessoas com deficiência visual.
Sistema Braille
O sistema consiste em combinações de seis pontos em relevo que permitem a representação do alfabeto, números e simbologias científica, fonética, musicográfica e informática, garantindo que pessoas alfabetizadas neste sistema tenham acesso a informações diversas.
Cenário brasileiro
Segundo os novos dados do censo 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) neste mês, existem no Brasil 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, possíveis leitores e admiradores de diferentes gêneros da literatura. Destes, 582 mil são cegos e 6 milhões têm baixa visão ou visão subnormal.