Além do prejuízo para a saúde, produtos falsificados provocam um grande estrago na nossa economia. O tema é uma preocupação constante da Associação do Comércio de Joias, Relógios e Óptica do Rio Grande do Sul (Ajorsul) que busca conscientizar a população sobre a importância de sempre procurar itens como relógios, óculos e joias em lojas regulares.
"Existe um primeiro impacto que é na sonegação de impostos. A arrecadação que se perde representa menos valores disponíveis para serem aplicados em serviços essenciais para a população. Além disso, ao trazer produtos piratas de outros países, e muitas vezes de má qualidade, acabamos fechando vagas de emprego que poderiam estar abertas", afirma a presidente da Ajorsul, Andrea Rocho Neumann.
Segundo dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP) o Brasil perdeu, em 2020, cerca de R$ 287 bilhões para o mercado ilegal. O valor é a soma das perdas registradas por 15 setores industriais e a estimativa dos impostos que deixaram de ser arrecadados. Pirataria é crime e está previsto no art. 184 do Código Penal, com pena de até quatro anos de prisão, além de pagamento de multa.