Recente pesquisa da Universidade da Califórnia, nos EUA, indica que a retina - parte do olho responsável pela formação das imagens - pode passar por mudanças como as que ocorrem no cérebro na doença de Alzheimer.
Em testes com ratos, aqueles modificados geneticamente para ter a doença degenerativa apresentaram lesões pelo acúmulo de placas de amiloide. E as análises mostraram que, quando as terapias para o Alzheimer são testadas nesses roedores, as mudanças na retina podem indicar - melhor do que as mudanças no cérebro do animal - como o tratamento funcionaria em humanos.
De acordo com os autores, essas descobertas - que serão publicadas na edição de novembro do American Journal of Pathology - são a chave para o desenvolvimento de novas tecnologias de investigação da retina que ajudariam a diagnosticar e a tratar pessoas com doença de Alzheimer. "O tecido cerebral não é transparente, mas as retinas são. Espero, no futuro, sermos capazes de diagnosticar a doença e acompanhar seu progresso olhando para dentro dos olhos", destacou o neurocientista Zhiqun Tan, líder do estudo.