Aqui, se assinala uma compreensão crítica desses processos e se explicita suas relações com a Ciência, ao tempo em que se indica alternativas profissionais, formativas e curriculares não restritas à visão ideológica hegemônica vigente.
No horizonte de uma formação inicial mais humana, em que se considere a subjetividade como um furo na racionalidade científica, esta obra apresenta algumas reflexões sobre o Currículo e a Formação Inicial de Optometristas na Contemporaneidade, indicando a necessidade de diferenciação e subversão da sua atual institucionalidade notadamente tecnicista, mecanicista, mercantilista e alienante.
Reflete sobre a necessidade de se ampliar a compressão de tecnologia, considerando-a tratar-se dos princípios de transformação e de criatividade inerentes ao próprio Ser humano, não se restringindo ao uso de qualquer aparato maquínico/instrumental, nem tão pouco às formas de como utilizá-los ou criá-los.
Ao tempo em que estabelece proposições na forma de indicadores para uma possível ressignificação curricular, esta obra inaugura uma discussão epistemológica nesse ponto, configurando-se numa importante contribuição para o desenvolvimento da formação inicial de Optometristas no Brasil, e para o aprofundamento teórico na área.