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18 de setembro - Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma

Oftalmologista Keila Monteiro de Carvalho fala sobre este tipo de tumor infantil

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No início de 2022, o apresentador Thiago Leifert e sua esposa Daiana Garbin divulgaram que sua filhinha Lua foi diagnosticada com retinoblastoma, o que causou consternação e interesse sobre a doença. A exposição deste momento familiar muito difícil abriu um caminho na divulgação da doença pouco conhecida entre a população, tumor considerado como "câncer genético" que ocorre em um ou nos dois olhos de crianças pequenas (por mutação dos dois alelos do agente supressor de tumor de retinoblastoma, chamado RB1). A grande maioria dos casos, chegando a 90%, surge em crianças com menos de 5 anos de idade, tendo origem na retina. 

Quando o retinoblastoma é bilateral (atingindo os dois olhos da criança) "ele pode ser considerado como câncer hereditário", explica Keila Monteiro de Carvalho, médica oftalmologista, Professora Titular de Oftalmologia da UNICAMP, Coordenadora do Serviço de Estrabismo, Oftalmologia Pediátrica e Visão Subnormal do HC - FCM/UNICAMP. 

O retinoblastoma não hereditário é sempre unilateral, com 98% dos casos devido à??perda de ambos os alelos RB1 do tumor. É importante o médico entender a genética do retinoblastoma, pois vai propiciar melhores cuidados para as crianças e suas famílias. A oftalmologista Keila Monteiro diz que "o retinoblastoma é o primeiro câncer a reconhecer oficialmente o papel da genética no câncer".

O maior sintoma da doença é a leucocoria, aquela mancha branca dentro do olhinho da criança e quem nota primeiro este sinal são os pais e familiares muito próximos à criança. Daí a importância do conhecimento desta doença para que seja feito um diagnóstico rápido, que inclui uma série de exames e consultas com oftalmologista.

O já conhecido Teste do Olhinho é um exame de fundo de olho, que rastreia tumores oculares no recém-nascido, porém as doenças vistas por ele são menos comuns que o retinoblastoma.

O tratamento incluirá uma equipe multidisciplinar, já que é uma doença oncológica pediátrica e dependerá da situação apresentada por cada paciente sendo que "em muitos casos a quimioterapia será recomendada", afirma Keila Monteiro.
 

Sobre a médica

Keila Monteiro de Carvalho, médica oftalmologista, Professora Titular de Oftalmologia da UNICAMP, Coordenadora do Serviço de Estrabismo, Oftalmologia Pediátrica e Visão Subnormal do HC - FCM/UNICAMP
Fonte: Malu Reda

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