Faltam poucos dias para o Carnaval, a festa
popular mais esperada do ano. Aqueles que não perdem por nada a folia de Momo
já preparam as fantasias para desfilar nos sambódromos ou brincar em blocos de
rua. Sejam simples ou sofisticadas, as produções de Carnaval costumam ser
complementadas com uma maquiagem mais carregada, principalmente na área dos
olhos, e não raro há abuso no uso de produtos inadequados para a região, que
pode causar alergias, coceira, ardência, inflamação nas pálpebras, conjuntivite
e até cegueira. "É muito comum a maquiagem vir acompanhada de acessórios e
itens que brilham, como o glitter. Essas substâncias ásperas podem escorrer
diretamente para dentro dos olhos, causando inflamação ou até mesmo arranhar a
córnea", alerta a Dra. Patrícia Moitinho Ferreira, médica do Hospital
Oftalmológico de Brasília (HOB), uma empresa do Grupo Opty. "Se o produto
cair nos olhos, evite coçar. Lave o local com água corrente ou soro
fisiológico. E qualquer sinal de irritação, o recomendado é procurar
atendimento oftalmológico", orienta.
Excesso de maquiagem também pode
acarretar problemas. Com o suor, essas substâncias podem escorrer diretamente
para os olhos, ocasionando irritações, reações alérgicas, coceira e inflamação
nas pálpebras. Segundo a oftalmologista, para evitar o desconforto, é aconselhável
usar produtos específicos. "Os hipoalergênicos, por exemplo, são ótimas
opções para aqueles que têm maior sensibilidade na região ocular. Além disso, é
importante observar a validade do produto. Artigos vencidos normalmente contêm
micro-organismos que podem atingir a mucosa ocular e trazer complicações.
Qualquer mudança na aparência, cor, cheiro e textura também é um sinal de que
algo está errado com a maquiagem. O hábito de compartilhar maquiagem também
deve ser evitado. Por meio desse ato, os olhos podem ser contaminados por
bactérias ou vírus que causam as conjuntivites", explica a oftalmologista.
Vale destacar que as lentes de
contato coloridas - muito procuradas também nesta época - só podem ser usadas
com receita médica e depois de um exame oftalmológico, mesmo que a intenção
seja usá-las por curtos períodos. Pessoas com baixa produção lacrimal, o
chamado olho seco, ou algum tipo de alergia, infecção ou doença ocular devem
evitar sua utilização. E os cuidados com as lentes cosméticas devem ser os
mesmos que os dispensados às lentes tradicionais. "Sem o manuseio adequado e
limpeza, ocorre acúmulo de bactérias e fungos, que causam alergias e até
infecções na córnea. Além disso, deve-se ficar atento à procedência, data de
validade e outros cuidados básicos, como armazenamento, higiene e as
orientações de uso. Como são produtos de uso individual, também não devem ser
compartilhadas", ressalta a Dra. Patrícia.
A médica também alerta para o uso
inadequado dos cílios postiços, acessórios bastante usados nas maquiagens. "Além
de observar a origem e a validade do material, é precisar chamar atenção para o
uso da cola utilizada na fixação desses artigos. Ela é um produto químico que
pode causar danos, como alergia e irritações. Se cair dentro do olho pode ainda
desencadear uma queimadura química, ocasionando uma ceratite, inflamação da
córnea que pode diminuir a capacidade visual", afirma a oftalmologista. A
retirada do produto também deve ser feita com atenção, já que, muitas vezes, o
peso e a pressão exercida pelos fios falsos na pálpebra podem causar a perda
dos cílios naturais. "O melhor é retirar o acessório com muito cuidado,
utilizando um demaquilante de qualidade. Depois, recomenda-se lavar bem os
olhos com água morna e xampu neutro, limpando completamente as raízes dos
cílios", orienta a Dra. Patrícia Moitinho.
Sobre o Opty
O Grupo Opty nasceu em
abril de 2016 a partir da união de médicos oftalmologistas e do fundo de
investimento Pátria, dando origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico
do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que
permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às
tecnologias de alto custo, preservando a aplicação da oftalmologia humanizada e
oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do
País. No formato, o
médico mantém sua participação nas decisões estratégicas, mantendo o foco no
exercício da medicina.
Atualmente, o Grupo Opty
é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando oito empresas
oftalmológicas, 1400 colaboradores e 400 médicos oftalmologistas. O
Instituto de Olhos Freitas (BA), o DayHORC (BA), o Instituto de Olhos
Villas (BA), o Hospital Oftalmológico de Brasília, o Grupo INOB (DF), o
Hospital de Olhos Santa Luzia (AL), o Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem
(SC) e o HCLOE (SP) fazem parte dos associados, resultando em 19 unidades de
atendimento.