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Catarata: Esse mal pode ser mascarado pela idade

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 160 milhões de pessoas em todo o mundo apresentam catarata, incluindo jovens, crianças e até recém-nascidos.

Visão dupla, turva, embaçada e o aumento da sensibilidade à luz,  são uns dos sintomas  mais comuns em pessoas com catarata. A doença, que é causada pela opacificação da lente ocular, tem sua maior incidência em pessoas a partir de 75 anos, atingindo 73,3% dos pacientes nesta faixa de idade, 47,1% no grupo de 65-74 e 17,6% entre 55-65 anos.
 
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em um ano o número de brasileiros com mais de 60 anos aumentou em 1,2 milhões de pessoas, subindo de 22,3 milhões em 2010 para 23,5 milhões em 2011. A projeção do IBGE é que em 2020, 40 milhões de brasileiros tenham mais de 60 anos. Com isso, consequentemente, aumenta-se o número de casos de catarata.
 
PHD 03 08 2011 124.jpgPorém, engana-se quem acha que somente nesta faixa etária a catarata se revela, conforme explica Dra. Amaryllis Avakian, médica responsável pela clínica AACO. "A Catarata pode iniciar em qualquer idade, dependendo dos fatores que predispõe aquela pessoa à doença. Bebês recém-nascidos, cuja mãe contraiu alguma infecção durante a gestação, como por exemplo, Rubéola ou Toxoplasmose, tendem a ter a catarata congênita, que pode ser diagnosticada na primeira consulta ao pediatra, durante o exame de reflexo vermelho."
 
Já em jovens, a catarata é mais comum naqueles que possuem histórico de lesão ou trauma ocular, que já tenham sido submetidos à cirurgia ocular, portadores de diabéticos ou  naqueles que possuam no histórico familiar pessoas com essa doença.
 
 A médica ainda explica que a doença pode afetar grupos específicos: "como usuários de corticoide e pessoas que residem nas regiões mais quentes do mundo e que sofrem exposições excessivas aos raios solares e radiações ionizantes. Tabagistas também estão propensos a terem a doença, independente da idade", complementa Amaryllis, que também atua como chefe do setor de Catarata do Hospital das Clínicas da USP.
 
A especialista comenta que alguns hábitos corriqueiros também podem ocasionar a catarata. "O uso excessivo de açúcar e sal; exposição ao sol sem lente com proteção ultravioleta;  o consumo de alimentos  ricos em colesterol, o sedentarismo e vida estressante podem antecipar a presença da catarata."
 
 
Um dos primeiros sintomas  da doença é a sensação de embaçamento e perda progressiva da qualidade da visual. Os objetos são vistos de forma distorcida e amarelados, além da necessidade de mais luz para enxergar melhor, mesmo usando óculos. "À medida em que a doença evolui, uma mancha branca ou amarelada pode ser percebida  no centro da pupila. Mas, apesar dos sintomas, é muito difícil para um leigo diagnosticar a catarata no seu inicio -  e  detectação só é feita com eficácia em consultas regulares ao Oftalmologista", complementa Dra. Amaryllis.
 
O tratamento curativo da catarata é cirúrgico e consiste em substituir o cristalino opaco por uma prótese denominada de lente intraocular (LIO). "O procedimento é ambulatorial, os olhos serão tratados com anestesia local, é feita uma pequena incisão na córnea ou perto dela inserindo um instrumento  de ponta fina para fragmentar e remover o cristalino turvo. Uma vez removido, a LIO é inserida pela mesma incisão e colocada em sua posição permanente", explica a médica.
 
De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) aproximadamente 160 milhões de pessoas em todo o mundo apresentam catarata que é a maior causa de cegueira reversível, responsável por 47,8% dos casos de perda de visão.
 
Sobre Amaryllis Avakian
 
Dra Amaryllis é a médica responsável pela AACO - Amaryllis Avakian Clínica Oftamológica e especialista em catarata.
É também membro do corpo clínico do Hospital das Clínicas e do Hospital Sírio Libanês.
Formada na Universidade de São Paulo, lá fez sua Residência médica e também sua Pós Graduação. Especializada em Córnea e Cirurgia de Catarata, é Chefe do Setor de Catarata do Hospital das Clínicas da USP. É também Professora Colaboradora da Faculdade de Medicina da USP e um dos expoentes nacionais no campo das cirurgias de catarata e refrativa. Palestrante nos principais congressos no Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa, sua intensa atividade profissional e acadêmica permite compartilhar toda experiência profissional acumulada.
Fonte: Banco de Notícias

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