Em
tempos de pandemia do novo coronavírus (Covid-19), muito se fala sobre proteção
e uso de máscaras. Mas como fica o cuidado com os olhos? Especialista em Retina
e Vítreo, Neuroftalmologia e Catarata no Hospital das Clínicas FMUSP, a
oftalmologista Thaís Vera Monteiro, do HCLOE, empresa do Grupo Opty, esclarece
as principais dúvidas:
É
possível pegar o coronavírus pelas mucosas dos olhos? Como cuidar para que isso
não ocorra?
Sim,
é possível pegar o coronavírus através do contato de gotículas ou mãos
contaminadas com a mucosa dos olhos. Para não haver contaminação, é importante
evitar levar as mãos ao rosto e, quando necessário fazê-lo, higienizar
previamente as mãos (lavando-as com água e sabão por ao menos 30 segundos ou
utilizando álcool em gel 70%). Também deve-se manter o distanciamento social
(distância mínima de 2 metros em caso de pessoas gripadas ou infectadas) e
higienizar frequentemente óculos, celulares e objetos que entram em contato com
o rosto.
Ao
sair na rua, devo proteger também os olhos com um EPI?
De
forma geral, o uso de óculos de proteção e protetores faciais está indicado
apenas para profissionais de saúde em contato com pacientes com suspeita ou
confirmação de Covid-19 e para profissionais da limpeza, pelo risco de
respingos de material orgânico ou químico contaminado.
E
quem usa óculos: quais cuidados deve ter ao retornar em casa? A máscara deve-se
tirar com cuidado, pelos elásticos. E os óculos? Como tirá-los e higienizá-los?
Posso usar álcool em gel?
Os
óculos devem ser manuseados com as mãos previamente higienizadas, evitando
tocar o rosto. A higienização dos óculos deve ser feita com água e detergente
neutro: passar suavemente nas lentes com as mãos limpas e enxaguar com água
corrente, para então secar com papel toalha ou lenço de papel seco, sem
esfregar as lentes. Higienizar também as hastes até as pontas. Para os óculos,
o uso do álcool em gel 70% não é indicado, pelo risco de danificar as lentes e
armações.
Muitas
pessoas que usam óculos têm reclamado sobre o embaçamento ao utilizar as
máscaras. Como evitar o embaçamento?
Existem
algumas medidas que ajudam a evitar o embaçamento das máscaras:
* Ajustar
adequadamente a máscara ao rosto, de forma a minimizar o vão entre a parte
superior da máscara e o rosto para evitar que o ar quente expirado suba em
direção aos óculos.
* Algumas
máscaras possuem uma parte mais rígida na porção superior, um clip, que
pode ser moldado no rosto.
* Nas
máscaras de elástico, pode-se torcê-los antes de prender atrás das orelhas
para diminuir as alças.
* Nas
máscaras com cordões para amarrar, é mais eficaz amarrar os cordões
superiores na região da nuca e os inferiores na cabeça, passando por cima
das orelhas.
* Se
a sua máscara não permitir uma adaptação adequada ao rosto, o uso de uma
fita de micropore na parte superior pode fazer esse ajuste.
* Para
algumas armações de óculos, é possível deixar a máscara um pouco mais alta
(mais próxima dos olhos) e usar o próprio peso da armação dos óculos para
fazer a vedação superior da máscara, evitando o embaçamento.
Na internet, há dicas como passar
sabonete seco nas lentes dos óculos para evitar o embaçamento ao usar máscara.
Isso é recomendado do ponto de vista oftalmológico (contato do sabão com os
olhos)? Pode danificar as lentes?
O
uso de sabão seco seguido da remoção do excesso com um pano seco pode ajudar a
não embaçar as lentes por algum tempo. No entanto, alguns tratamentos de lente
utilizados pelos fabricantes reduzem a eficiência do método. Além disso, ele
pode, sim, danificar o material das lentes.
Posso
usar lentes de contato em tempos de coronavírus? Quais cuidados de higiene são
importantes para quem usa lentes de contato?
O
uso de lentes de contato pode ser realizado, desde que isso não faça com que o
usuário sinta a necessidade de levar as mãos aos olhos frequentemente. Se for
esse o caso, recomenda-se que o uso dos óculos seja priorizado nesse período,
como ação preventiva para evitar a contaminação da mucosa dos olhos pelas mãos.
Para
a correta limpeza das lentes de contato, independentemente se o modelo for
rígido ou gelatinoso, é preciso ter uma solução de limpeza específica (soro
fisiológico é ineficaz na higienização e água nunca deve ser utilizada) e um
estojo para armazená-lo.Antes de tudo, lave suas mãos com um sabonete
bactericida e seque-as bem.
Para
as lentes rígidas, friccione tanto a parte de cima quanto a de baixo com
movimentos circulares por cerca de trinta segundos. Enxágue-a com a solução e
repita o processo na outra lente. Encha o estojo, já higienizado, com a solução
de limpeza e guarde as lentes. Esse processo deve ser realizado todos os dias
ao retirá-las e/ou antes de dormir.
A
limpeza das lentes gelatinosas é semelhante à realizada nas rígidas. A
diferença está no produto (que precisa ser específico para ela) e no processo
de limpeza, que deve ser menos intenso, pois o material é fino e delicado. O
ideal é que se friccione, com muito cuidado, por vinte segundos em ambos os
lados.
Com
o tempo seco e logo mais a chegada do inverno, quais os cuidados extras que
devemos ter com os olhos?
O
tempo seco e frio exacerbam os sintomas de olho seco e as alergias oculares, os
quais podem induzir os pacientes a uma maior manipulação dos olhos por sintomas
de coceira, aumentando o risco de contaminação pelo coronavírus e outras
doenças. Nesse período do ano, é importante redobrar os cuidados com a
lubrificação ocular e tratamentos antialérgicos específicos indicados pelo
oftalmologista, sempre aplicando os colírios e medicações com as mãos
previamente higienizadas.
Quais
são as urgências oftalmológicas e como saberei a hora de procurar um
oftalmologista? E quem é do grupo de risco ou não puder ir ao oftalmologista:
como a teleorientação pode ajudar nesses casos?
Pacientes
apresentando sintomas como piora da visão, dor ocular, olho vermelho, visão de
flashes de luz ou sinais de infecção ocular devem procurar atendimento
oftalmológico urgente. É importante salientar que pacientes portadores de doenças
crônicas, como degeneração macular relacionada à idade, retinopatia diabética e
glaucoma avançado, não devem interromper seus tratamentos contínuos, sob o
risco de piora irreversível da visão. Se tiver dúvidas, não hesitar em procurar
o médico (por telefone ou teleconsulta) para, juntos, decidirem a melhor forma
de continuar o tratamento.
Sobre
o Opty
O
Grupo Opty nasceu em abril de 2016, a partir da união de médicos
oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio
pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de
gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala
e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia
humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes
regiões do País. No formato, o médico mantém sua participação nas decisões
estratégicas, mantendo o foco no exercício da medicina.
Atualmente,
o Grupo Opty é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 20
empresas oftalmológicas, 1700 colaboradores e mais de 560 médicos
oftalmologistas. O Instituto de Olhos Freitas (BA), o DayHORC (BA), o Instituto
de Olhos Villas (BA), a Oftalmoclin (BA), o Hospital Oftalmológico de Brasília
(DF), o Hospital de Olhos INOB (DF), o Hospital de Olhos do Gama (DF), o Centro
Oftalmológico Dr. Vis (DF), o Hospital de Olhos Santa Luzia (AL), o Hospital de
Olhos Sadalla Amin Ghanem (SC), o Centro Oftalmológico Jaraguá do Sul (SC), a
Clínica Visão (SC), o HCLOE (SP), a Visclin Oftalmologia (SP), o Eye Center
(RJ), Clínica de Olhos Downtown (RJ) e COSC (RJ), Lúmmen Oftalmologia (RJ),
Hospital de Olhos do Meier (RJ) e Hospital Oftalmológico da Barra (RJ) fazem
parte dos associados, resultando em 40 unidades de atendimento.
Visite www.opty.com.br.