Saúde | Visão

DMRI: atriz britânica enfrenta desafios com perda quase total da visão

Judi Dench sofre com degeneração macular relacionada à idade, doença que afeta cerca de 200 milhões de pessoas no mundo

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Recentemente, a premiada atriz britânica Judi Dench, 88 anos, vencedora do Oscar por seu trabalho em Shakespeare Apaixonado, revelou que sofre de uma doença ocular que deteriorou sua visão a tal ponto que ela não consegue mais enxergar nos sets de filmagem. A estrela disse que não consegue mais ler, identificar rostos, distinguir pequenos objetos no set ou mesmo cortar sua comida.  A estrela sofre com a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), um problema que afeta diretamente a mácula - uma pequena parte no centro da retina, que tem como principal função a visualização de detalhes - e que prejudica a visão central do paciente de forma permanente e irreversível.

A DMRI é uma preocupação crescente em todo o mundo - especialmente nos países com uma população idosa em expansão - e a principal causa de perda de visão em pessoas com mais de 60 anos. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 200 milhões de pessoas vivem com DMRI globalmente. Existem dois tipos de degeneração macular relacionada à idade: a exsudativa (úmida) e a atrófica (seca). Cerca de 5 a 10% dos casos, segundo a OMS, é tipo úmido, que é mais agressivo e pode levar a perda rápida da visão se não tratada. A DMRI úmida ocorre quando vasos sanguíneos anormais e mais fracos se formam no fundo do olho, expelindo fluidos que turvam a visão do indivíduo. Já na DMRI seca há um acúmulo de proteínas e gorduras, formando as drusas, que se colocam na camada celular da mácula causando a degeneração. A atrofia geográfica pode ser considerada o estágio final de degeneração macular relacionada com a idade.  

O oftalmologista Vinicius Kniggendorf, especialista em Retina e Vítreo no Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), empresa do Grupo Opty, explica que nos estágios iniciais da doença, os sintomas podem ser sutis e facilmente ignorados. No entanto, com o avanço da doença, alguns sinais podem ser um alerta, como a visão ficar turva ou distorcida, linhas retas que parecem onduladas e detalhes tornam-se difíceis de distinguir. "O paciente também pode ficar mais sensível a ambientes muito iluminados. Surgem manchas escuras ou vazias, com a aparição de um ponto cego no campo de visão. A capacidade de ler textos pequenos ou de focar em detalhes diminui e se nota uma dificuldade em reconhecer rostos", ressalta o médico. O Dr. Vinícius ressalta alguns pontos para ajudar a entender melhor essa patologia:

Quais são os fatores de risco para DMRI?

Além da idade avançada, alguns dos fatores que podem aumentar o risco de desenvolver a degeneração macular são histórico familiar, hipertensão, obesidade, tabagismo, dieta pobre em nutrientes, doenças cardiovasculares e exposição ao sol sem proteção adequada. Para confirmar o diagnóstico e direcionar o tratamento são feitos diversos exames como mapeamento de retina, tomografia de coerência óptica (OCT) e a angiofluoresceinografia.

A DMRI tem tratamento?

Infelizmente não existe uma cura definitiva para a DMRI. No entanto, em alguns casos, os danos podem ser controlados, retardando a progressão da doença. Quando o paciente apresenta DMRI úmida é possível usar injeções intravítreas de antiangiogênicos, terapia fotodinâmica para tratar os vasos anômalos e evitar sua proliferação e reabilitação visual com uso de lentes especiais e treinamento. Já para a seca, que acomete aproximadamente 85% da totalidade das pessoas que desenvolvem a DMRI, por enquanto, as opções são complementos vitamínicos. Entretanto, inúmeros estudos clínicos estão sendo realizados para liberação de novos tratamentos, porém ainda em fase de avaliação de segurança e eficácia.  

Como prevenir a doença?

A DMRI é uma doença ocular séria que requer atenção e cuidado, especialmente em uma população envelhecida. A conscientização sobre os sintomas e fatores de risco é essencial para o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz. Avanços na medicina têm proporcionado esperança para aqueles afetados por essa condição, mas a prevenção ainda é a melhor abordagem. Alguns pacientes, dependendo da classificação da doença, podem se beneficiar de suplementação vitamínica específica. Portanto, adotar um estilo de vida saudável, incluindo exercícios e uma dieta equilibrada, proteger-se adequadamente dos raios solares e não fumar podem ajudar a reduzir o risco de DMRI. Além disso, consultar-se regularmente com o médico oftalmologista especialista em retina ajuda a identificar precocemente o problema e propor um tratamento seguro e eficaz para esta doença devastadora, com efeitos crescentes ao longo do tempo.

 

Sobre o Grupo Opty

O Grupo Opty nasceu em abril de 2016, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. Nesse formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas e concentra seu foco no exercício da medicina.

Atualmente, é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 28 marcas, totalizando 85 unidades, aproximadamente 3000 colaboradores e 1400 médicos oftalmologistas. Além das marcas próprias HOBrasil (BA, DF, RJ e SP) e Centro Oftalmológico Dr. Vis (PE, RJ, SP e SC), fazem parte dos associados: o Hospital Oftalmológico de Brasília (DF), Hospital de Olhos INOB (DF), Hospital de Olhos do Gama (DF), Visão Hospital dos Olhos (DF), Instituto de Olhos Freitas (BA), o DayHORC (BA), Instituto de Olhos Villas (BA), Oftalmoclin (BA), Oftalmodiagnose (BA), Hospital de Olhos Santa Luzia (AL), Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem (SC), Centro Oftalmológico Jaraguá do Sul (SC), Sadalla.Smart (SC), HCLOE (SP), Visclin Oftalmologia (SP), Eye Center Oftalmologia (RJ), COSC (RJ), Oftalmax Hospital de Olhos (PE), UPO Oftalmologia - Unidade Paulista de Oftalmologia (SP), HMO - Hospital Medicina dos Olhos (SP), Instituto da Visão (SP), Visão Center (PE), Íris Oftalmo (PE), SEOPE (PE) e CEOP - Centro de Olhos do Pará (PA). Visite www.opty.com.br

Fonte: Triplice Comunicação

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