A Primavera traz a beleza e o colorido das flores, mas também, é uma das estações mais propícias para a condição de olho seco e conjuntivites alérgicas. Nesta época, é necessário adequar alguns hábitos, já que o clima fica mais seco e o pólen começa a buscar meios de reprodução. Além disso, a situação piora, pois esses elementos se misturam com o pó das ruas, principalmente neste momento de estiagem.
Segundo o oftalmologista Richard Yudi Hida, durante a estação é preciso ficar atento, já que os olhos ficam muito mais expostos aos processos da natureza. Alguns dos diagnósticos mais frequentes são a Síndrome do Olho Seco e as conjuntivites alérgicas. "O olho seco é o segundo maior motivo de procura nos consultórios oftalmológicos, depois de refração, nesta época do ano. A enfermidade vem atingindo cada vez mais pessoas que moram nos grandes centros urbanos, por conta das condições ambientais, como a combinação do ar seco, ar condicionado, poluição e a polinização de alguns tipos de plantas", destaca.
Ainda segundo o médico, os casos de alergias oculares também aumentam expressivamente, trazendo riscos ainda maiores para as pessoas que já apresentam quadros alérgicos como bronquite, asma e rinite, doenças que podem aparecer associadas à chamada conjuntivite alérgica primaveril. "Os sintomas desse processo alérgico incluem principalmente a coceira e, consequentemente, a irritação nos olhos, lacrimejamento e vermelhidão. Este tipo de conjuntivite, no entanto, não é contagioso. A conjuntivite alérgica é causada pela alergia sistêmica ou localizada. Na maioria dos casos, não exige afastamento do trabalho ou de outras atividades. Porém, tarefas que exponham o indivíduo a substâncias irritantes, como fumaça, pós, lãs ou agentes químicos, precisam ser evitadas, pois agravarão o quadro", esclarece Dr. Richard.
A conjuntivite pode ser causada, também, por vírus e bactérias. Nestes casos, a doença é altamente contagiosa e pode ser transmitida pelo contato direto com as mãos, com a secreção ou com objetos contaminados. "Qualquer que seja o caso deve-se procurar um oftalmologista para que seja feito o diagnóstico e o tratamento adequado", recomenda o especialista.
Confira abaixo alguns hábitos que devem ser intensificados durante a estação das flores:
* Evite ficar muito tempo em ambientes com ar condicionado;
* Peça para realizar uma revisão do ar condicionado do local;
* No uso prolongado do computador, dê pequenos intervalos de 1 ou 2 minutos a cada duas horas, pisque bastante e foque para longe (mais que 6 metros);
* Aumente a ingestão de alimentos que contenham grande quantidade de ômega 3, como peixes, legumes e verduras, que ajudam a manter uma boa qualidade das lágrimas;
* Beba bastante água durante o dia todo, no mínimo 1 a 2 litros;
* Não compartilhe objetos de uso comum com pessoas com gripe ou conjuntivite;
* Mantenha as janelas fechadas à noite;
* Evite passear no campo, cortar grama ou realizar serviços de jardinagem no período da manhã, quando a quantidade de pólen é maior.
Sobre Dr. Richard Yudi Hida
Dr. Richard Yudi Hida é um dos maiores cirurgiões oculares reconhecido mundialmente. Há quase 20 anos, Dr. Richard Yudi Hida atua na área de oftalmologia clínica e cirúrgica, no tratamento das mais variadas doenças visuais.
O profissional é especializado em oftalmologia pelo Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo.
Foi Fellow nas 2 melhores Universidades do Japão (Keio University- School of Medicine e Kyorin University) onde dominou várias áreas da oftalmologia cirúrgica.
Atualmente, é chefe do Setor de Catarata do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, responsável por cerca de 500 cirurgias por mês. É também diretor técnico do Banco de Tecidos Oculares da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, responsável por coordenar a distribuição de tecidos oculares para transplante desta instituição. O profissional ainda é membro da equipe de Transplante de Córnea da Santa Casa de São Paulo.
É médico voluntário, colaborador e membro do Grupo de Estudo em Superfície Ocular do Departamento de Oftalmologia da Universidade de São Paulo (USP), responsável por orientar inúmeras pesquisas internacionais sobre tratamento e diagnóstico de doenças da superfície ocular.