Dias quentes, noites frias e baixa umidade
relativa do ar. Durante o inverno, os brasilienses estão acostumados aos
sintomas decorrentes da seca na capital federal. Além da pele ressecada,
rachadura nos lábios e sensação de sede mais frequente, a saúde ocular também é
muito afetada por este clima. Conhecida como síndrome do olho seco, a condição
apresenta um aumento significativo de casos nesta época do ano. "A síndrome do
olho seco ocorre quando há evaporação excessiva das lágrimas e/ou sua produção
é insuficiente. É importante ressaltar que esses fatores ambientais podem
acelerar a perda de lágrimas e causar sintomas mesmo em olhos normais", diz a
Dra. Renata Magalhães, especialista em Córnea e Cirurgia Refrativa do Hospital
de Olhos INOB, empresa do Grupo Opty no Distrito Federal.
De acordo com a oftalmologista, os principais
sintomas da doença são o ressecamento da superfície do olho, ardência, coceira,
sensação de corpo estranho (areia), fotofobia, cansaço ocular e vermelhidão.
Pode ocorrer, inclusive, visão embaçada. Normalmente eles são progressivos ao
longo do dia e pioram em determinadas condições como, por exemplo, ambientes
com ar-condicionado ou quando se trabalha muitas horas diante de um computador.
"Casos mais graves da síndrome do olho seco podem levar a alterações permanentes
da superfície ocular, como aderências e cicatrizes podendo, inclusive, causar
baixa significativa da visão", destaca a dra Renata.
Além das condições climáticas, a produção
lacrimal pode ser afetada também pelo uso de determinados medicamentos (anticoncepcionais
orais, antidepressivos e anti-histamínicos), por algumas doenças sistêmicas
(artrite reumatóide, lupus, síndrome de Sjogren) e lesão direta às glândulas
lacrimais ou às estruturas relacionadas a sua regulação, como, por exemplo, nas
queimaduras químicas oculares. A evaporação excessiva pode surgir isoladamente
ou acompanhando a diminuição da produção lacrimal e normalmente ocorre em
decorrência de doenças perioculares, como a blefarite, ou pela exposição
excessiva da superfície ocular. "O uso prolongado de telas também está
associado à maior incidência de olho seco evaporativo por reduzir a frequência
de piscadas, atrapalhando a distribuição regular do filme lacrimal e
comprometendo a lubrificação da superfície ocular ", alerta a médica. A Dra
Renata destaca, ainda, que usuários de lentes de contato estão particularmente
sujeitos a desconforto, especialmente durante o período de seca já que a maior
evaporação da lágrima vai aumentar o atrito das lentes com a superfície ocular
podendo provocar irritação e até mesmo lesões corneanas.
A oftalmologista ressalta que algumas medidas
podem ser adotadas para minimizar esses sintomas, como o uso de umidificadores
de ambiente, evitar que o ar-condicionado ou ventilador fiquem direcionados ao
rosto, programar pequenos intervalos durante o uso dos eletrônicos... Em alguns
casos, também se tornam necessários a utilização de lágrimas artificiais em
gotas (colírios) ou, dependendo da causa e da gravidade do quadro, até mesmo
anti-inflamatórios e antibióticos. Em situações específicas é possível fazer a
oclusão dos pontos lacrimais, diminuindo a drenagem da lágrima, que permanece
por mais tempo na superfície ocular. "A correta identificação de fatores além
dos ambientais, como doenças oculares ou sistêmicas que contribuam para o olho
seco, é essencial para determinar o tratamento específico mais adequado para
cada caso. Ao aparecimento dos primeiros sintomas, procure seu oftalmologista.
É ele quem vai poder diagnosticar corretamente o problema e definir o melhor tratamento
", finaliza a Dra. Renata Magalhães.
Sobre o Opty
O Grupo Opty nasceu em
abril de 2016, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria
Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do
Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que
permiteampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às
tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e
oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do
País. Nesse formato, o médico mantém sua participação nas
decisões estratégicas, mantendo o foco no exercício da medicina.
Atualmente, é o maior
grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 21 empresas oftalmológicas, e mais de 2100 colaboradores e 750médicos oftalmologistas. Além das marcas próprias HOBrasil (BA, DF, RJ e SP) e
Centro Oftalmológico Dr. Vis (DF, RJ e SC), fazem parte dos associados:
Hospital Oftalmológico de Brasília (DF), Hospital de Olhos INOB (DF), Hospital
de Olhos do Gama (DF), Instituto de Olhos Freitas (BA), o DayHORC (BA),
Instituto de Olhos Villas (BA), Oftalmoclin (BA), Hospital de Olhos Santa Luzia
(AL), Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem (SC), Centro Oftalmológico Jaraguá
do Sul (SC), Sadalla.Smart (SC), HCLOE (SP), Visclin Oftalmologia (SP),
EyeCenter Oftalmologia (RJ), COSC (RJ), Oftalmax Hospital de Olhos (PE), UPO
Oftalmologia - Unidade Paulista de Oftalmologia (SP) e HMO - Hospital Medicina dos Olhos (SP), resultando em 56 unidades de atendimento.
Informações: www.opty.com.br.