Saúde | Visão

Glaucoma pode causar cegueira irreversível e afeta cerca de 1,7 milhão de brasileiros

Especialistas alertam que exames oftalmológicos regulares, especialmente após os 40 anos, são fundamentais para prevenir a perda visual irreversível.

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Síntese Deste Conteúdo

O glaucoma afeta cerca de 65 milhões de pessoas no mundo, com projeção de aumento para 111,8 milhões até 2040, segundo a OMS. No Brasil, 1,7 milhão de pessoas são atingidas, com predisposição genética e maior incidência em pessoas negras e asiáticas acima de 40 anos. A evolução silenciosa da doença é um aspecto preocupante, exigindo prevenção e diagnóstico precoce para evitar danos permanentes à visão. Consultas regulares ao oftalmologista e realização de exames são fundamentais, especialmente após os 40 anos. Existem mais de 30 tipos de glaucoma, sendo os principais o crônico simples, o de ângulo fechado e o congênito, cada um com características e sintomas específicos.

Considerado uma das principais causas de cegueira irreversível, o glaucoma afeta cerca de 65 milhões de pessoas entre 40 e 80 anos em todo o mundo. A projeção é de que esse número chegue a 111,8 milhões até 2040, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O que é o glaucoma e quantas pessoas são afetadas no Brasil

No Brasil, a doença atinge aproximadamente 1,7 milhão de pessoas, de acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). A predisposição genética é o principal fator de risco para o desenvolvimento do glaucoma, podendo estar associada à etnia, com maior incidência entre pessoas negras e asiáticas, além da idade, especialmente após os 40 anos.

Para o especialista Dr. Ricardo Filippo, da COI Oftalmologia, o aspecto mais preocupante da doença é o fato de evoluir de forma silenciosa.

"Muitas pessoas acreditam que só precisam procurar um oftalmologista quando percebem alguma dificuldade para enxergar. No caso do glaucoma, essa espera pode ser perigosa, pois a doença costuma avançar sem apresentar sintomas nas fases iniciais", explica o especialista.

Como prevenir a perda da visão causada pelo glaucoma

Segundo o médico, a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para evitar danos permanentes à visão.

"É importante consultar um oftalmologista regularmente. Durante a avaliação, o especialista poderá solicitar exames como a medida da pressão intraocular, o exame de fundo de olho e o campo visual. A recomendação é que esses exames sejam realizados pelo menos uma vez por ano, principalmente após os 40 anos", orienta.

Tipos de glaucoma

Existem mais de 30 tipos de glaucoma. Entre os principais estão:

Glaucoma crônico simples ou de ângulo aberto

É a forma mais comum da doença, responsável por cerca de 80% dos casos. Afeta principalmente pessoas acima dos 40 anos e está relacionado a alterações que aumentam a pressão intraocular. Em muitos casos, não apresenta sintomas nas fases iniciais.

Glaucoma de ângulo fechado

Caracteriza-se pelo aumento súbito da pressão intraocular. Os sintomas incluem dor intensa nos olhos, visão embaçada, dor de cabeça, náuseas, vômitos e percepção de halos coloridos ao redor das luzes. Sem tratamento imediato, pode levar à perda permanente da visão.

Glaucoma congênito

Mais raro, acomete recém-nascidos e bebês. Os sinais costumam surgir durante o primeiro ano de vida e incluem aumento do globo ocular e alterações na transparência da córnea, que pode adquirir aspecto esbranquiçado ou azulado.

Glaucoma secundário

Ocorre em decorrência de outras condições de saúde, como diabetes, uveítes (inflamações oculares), catarata, traumas e tumores.

Tratamento

Embora não tenha cura, o glaucoma pode ser controlado. O tratamento inclui o uso de colírios hipotensores, procedimentos a laser e cirurgias, com o objetivo de reduzir a pressão intraocular e impedir a progressão da perda visual.

Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de preservar a visão e manter a qualidade de vida do paciente.

Sobre o Dr. Ricardo Filippo

O Dr. Ricardo Filippo é médico oftalmologista pela UFRJ e referência em cirurgias de alta complexidade. Com especialização pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO/AMB) e pelo Ministério da Educação (MEC) e subespecializações (fellowships) em Oncologia e Ultrassonografia Ocular pela UNIFESP/EPM. Possui certificação do International Council of Ophthalmology (ICO), reconhecimento máximo da oftalmologia mundial. 

Felippo também possui MBA Executivo em Saúde pela FGV-RJ e licenciatura em Medicina pela Universidade do Porto (Portugal), atua como Responsável Técnico da COI Oftalmologia, no Rio de Janeiro, onde lidera a implementação de protocolos avançados de saúde ocular e inovação tecnológica em ceratocone, cirurgia refrativa a laser e cirurgia de catarata.

Fonte: Search One Digital

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