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GRAACC é referência no tratamento de tumor ocular

A doença tem até 90% de chance de cura, quando diagnosticada precocemente

A doença tem até 90% de chance de cura, quando diagnosticada precocemente 

Mais frequente em crianças menores de cinco anos, o  retinoblastoma é um tumor ocular maligno que representa 10% dos casos tratados no hospital do GRAACC - Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer. "Quando a doença é diagnosticada precocemente, e tratada em centros especializados, as chances de cura são de até 90%", afirma a doutora Carla Macedo, médica oncologista do GRAACC.
 
Estimam-se no Brasil de 300 a 400 casos novos de retinoblastoma por ano. Entretanto, ainda que curados, mais de 50% dos pacientes atendidos pela ONG acabam submetidos à enucleação (remoção cirúrgica do globo ocular), devido ao diagnóstico tardio, o que impede o uso de técnicas adequadas de tratamento. Quanto mais cedo o tumor é identificado, menor a chance de enucleação e maior a possibilidade de o paciente apresentar boa visão após o tratamento. 

Gabriel Aguiar, de três anos, foi diagnosticado precocemente com retinoblastoma no olho direito, aos 11 meses de vida. Na época, não havia sintomas, mas o olho apresentava uma forte característica do tumor: a leucocoria (conhecida como brilho do olho do gato - reflexo branco na pupila). Levado ao hospital pelos pais, Gabriel foi submetido a exame de fundo de olho, realizado por um oftalmologista, que, ao perceber a gravidade do problema, o encaminhou imediatamente ao GRAACC para receber o tratamento adequado.

"Toda criança que apresentar reflexo branco nas pupilas (geralmente percebido ao tirar fotos), estrabismo ou qualquer outro sinal de anormalidade ocular deve ser examinada por um oftalmologista e se submeter a exame de fundo de olho com as pupilas dilatadas", explica a doutora Carla. 

No GRAACC, Gabriel passou por exames de ressonância de crânio de fundo de olho e começou a quimioterapia, que teve duração de nove meses. Segundo a mãe, Cleciane Aguiar, logo na primeira sessão, o tumor foi reduzido em 60%, o que deixou a família mais confiante no tratamento e aliviada por ter descoberto a doença a tempo. Após essa etapa, o garoto submeteu-se à quimioterapia intra-arterial (realizada por cateter que chega até a artéria oftálmica, levando a quimioterapia diretamente dentro do olho). Esses dois tipos de tratamento têm o objetivo de tratar o retinoblastoma, preservando o globo ocular. 

Cleciane conta que Gabriel reagiu muito bem ao tratamento desde o começo. "Ele teve reações comuns, como enjoo, mas não teve febre e o cabelo nem chegou a cair, ficou apenas ralo", relata. Após o período das quimioterapias, Gabriel passou a fazer o exame de fundo de olho periodicamente para acompanhamento.
 
Hoje, fora de tratamento há um ano e quatro meses, Gabriel brinca e se desenvolve normalmente.  "Graças ao diagnóstico precoce, Gabriel passou por todos os procedimentos e não foi submetido à enucleação. Resultados como esse confirmam que o diagnóstico precoce, associado a um tratamento adequado, é fundamental para a cura do tumor com a preservação do olho", afirma o doutor Luiz Fernando Teixeira, médico oftalmologista do GRAACC, responsável pelo tratamento de Gabriel. 

Atualmente, o prognóstico de uma criança com retinoblastoma é bom. Muitos pacientes sobrevivem e levam uma vida normal. Nos casos em que o tumor acomete um dos olhos, o olho não afetado funciona normalmente - como no caso do Gabriel. "O acompanhamento oftalmológico, com um oncologista pediátrico, é essencial e deve ser feito por longo tempo, tanto pelo risco de o tumor voltar, quanto pelo risco de se desenvolver outro tipo de câncer em outros órgãos do corpo", afirma a doutora Carla. 

Sobre o GRAACC 

Referência no tratamento e pesquisa do câncer infanto-juvenil na América Latina, principalmente em casos de alta complexidade, e uma das mais respeitadas e bem-sucedidas ONGs do País, o GRAACC, criado em 1991, tem a missão de garantir a crianças e adolescentes com câncer todas as chances de cura com qualidade de vida. A organização é reconhecida pelos expressivos resultados obtidos na cura do câncer infantil, alcançando índices de cerca de 70%, semelhantes aos de instituições de saúde europeias e norte-americanas. 

O GRAACC tem um hospital próprio e realiza mais de 18 mil consultas, 1,3 mil cirurgias, 30 transplantes de medula e 1,6 mil sessões de quimioterapia anualmente. Com um orçamento de R$ 64 milhões anuais, atende em média 2.700 crianças e adolescentes por ano. Informações: www.graacc.org.br .

Fonte: Lide Assessoria

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