Quando um cisco cai nos olhos ou surge uma sensação de coceira, a reação mais comum é a de
esfregar a região para diminuir o incômodo. Pois esse hábito que parece ser
inofensivo pode não somente tornar os olhos uma porta de entrada para o novo
coronavírus (Covid-19), como também ser responsável
pelo surgimento de problemas oculares, como o ceratocone. "O ceratocone é uma
enfermidade não inflamatória que afeta a estrutura da córnea, que é uma fina
camada transparente na parte da frente do globo. A córnea é a principal lente
do olho e com o afinamento e alteração de curvatura
gerados pelo ceratocone, podem surgir visão embaçada ou dupla, imagens "fantasmas", dor de cabeça e sensibilidade à luz", destaca o Dr. Pedro
Bertino*, médico do Hospital de Olhos Inob, empresa do Grupo Opty.
Além de uma tendência genética,
alguns hábitos também podem potencializar o aparecimento da enfermidade, como o
costume de coçar os olhos, o principal fator de risco associado. "Se não
cuidado, o ceratocone leva à cegueira reversível, que pode ser recuperado com
os tratamentos. Dependendo da evolução da doença, o
oftalmologista pode escolher diferentes abordagens. Entretanto, quanto mais
novo o paciente, mais agressiva é a doença e, consequentemente, ele tem menos
qualidade de vida", ressalta o Dr. Guilherme Rocha, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), empresa do Grupo
Opty.
Recentemente, Bertino e Rocha realizaram um transplante da
Camada de Bowman em uma paciente de 20 anos, com patologia avançada e
progressiva. A técnica foi desenvolvida pelo grupo do renomado oftalmologista Gerrit Melles, mas modificada pelo Dr. Pedro
Bertino. Esta modificação permite que o procedimento seja integralmente
realizado a laser. A dra Renata Magalhães, oftalmologista do grupo Opty, também
participou do processo de desenvolvimento deste novo
método.
O trio Bertino, Rocha e Magalhães constitui um restrito grupo de
cirurgiões de córnea no Brasil - e únicos no DF - a aplicar esse protocolo.
"Nós implantamos uma nova camada de Bowman, que é a segunda camada da córnea
logo abaixo do epitélio, muito fina porém altamente
resistente. Isso restabelece parcialmente a anatomia da córnea, levando a um
remodelamento da curvatura corneana e ainda possibilita estabilizar a
progressão da doença. Esse é um procedimento muito seguro, com risco muito baixo para o paciente, que pode evitar um futuro transplante de
córnea. E, de fato, temos visto muitos casos que estavam com transplante de
córnea já indicado, serem reabilitados visualmente de outra forma", explica o
Dr Pedro Bertino. Entre as vantagens do método, o
transplante de Bowman não oferece risco de rejeição como o transplante
convencional e não precisa de pontos, o que torna o pós-operatório mais fácil,
possibilitando um retorno muito rápido à vida normal.
Existem outras abordagens para o tratamento do ceratocone, como a prescrição de óculos, adaptação de
lentes de contato rígidas corneanas ou esclerais, o implante do Anel de Ferrara
e o Crosslinking. Segundo o Dr. Guilherme Rocha, hoje o tratamento padrão para
estagnar a evolução do ceratocone é o Crosslinking do
Colágeno da Córnea, uma cirurgia utilizada para tornar a córnea mais rígida,
através do aumento das ligações químicas covalentes entre as moléculas do
colágeno.
Mas os pacientes em estágio mais avançado da doença não têm esta
opção e aqueles que estão no limite e fazem o
procedimento, nem sempre conseguem estagnar a doença e, pouco tempo depois,
talvez tenham que se submeter ao transplante total de córnea. "Indicamos sempre
o tratamento que pode melhorar a visão e impedir que a patologia continue evoluindo. Ao decidirmos pelo Bowman, nossa expectativa
é que tenhamos conseguido diminuir a curvatura da córnea da nossa paciente e,
em breve, possamos adaptar uma lente de contato e ela voltará a ter uma vida
normal", avalia o oftalmologista do HOB.
O ceratocone costuma surgir entre
os 10 e os 25 anos de idade, mas pode progredir até os 40 anos ou
estabilizar-se com o tempo. De acordo com a Sociedade Brasileira de
Oftalmologia, a incidência é de um caso para cada duas mil pessoas. Em 2019,
conforme registra a Associação Brasileira de
Transplante de Órgãos, foram realizados 14.943 transplantes de córnea no País,
sendo o ceratocone a maior causa desse tipo de procedimento, segundo o
Ministério da Saúde. Para evitar que a piora aconteça, três medidas são indispensáveis: o diagnóstico precoce da doença, consultas
de acompanhamento a cada seis meses e controle da alergia ocular.
* www.bertinooftalmologia.com.br
Sobre o Opty
O Grupo Opty nasceu em abril de 2016, a partir da união de
médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria
Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do
Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar
o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e
oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do
País. No formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas,
mantendo o foco no exercício da medicina.
Atualmente, o Grupo Opty é o
maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 20 empresas
oftalmológicas, 1700 colaboradores e mais de 560 médicos oftalmologistas. O
Hospital de Olhos INOB (DF), o Hospital de Olhos do Gama (DF), Hospital
Oftalmológico de Brasília (DF), o HOB Taguatinga, o
HOB Hélio Prates, o Centro Oftalmológico Dr. Vis (DF), o Instituto de Olhos
Freitas (BA), o DayHORC (BA), o Instituto de Olhos Villas (BA), a Oftalmoclin
(BA), o Hospital de Olhos Santa Luzia (AL), o Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem (SC), o Centro Oftalmológico Jaraguá do
Sul (SC), a Clínica Visão (SC), o HCLOE (SP), a Visclin Oftalmologia (SP), o
Eye Center (RJ), Clínica de Olhos Downtown (RJ) e COSC (RJ), Lúmmen
Oftalmologia (RJ), Hospital de Olhos do Meier (RJ) e Hospital
Oftalmológico da Barra (RJ) fazem parte dos associados, resultando em 40
unidades de atendimento.
Visite www.opty.com.br.