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Prática esportiva requer proteção dos olhos

Segundo pesquisa, muitos casos de lesões do globo ocular estão relacionados à prática de atividades físicas de impacto

Na temporada de 1974-1975 da NBA, o mundo viu um dos primeiros atletas a utilizar óculos para proteção durante competições. Depois de ter os olhos atingidos e lesionados pelos dedos dos adversários algumas vezes, o ex-jogador americano de basquete Kareem Abdul Jabbar foi o precursor da prática um tanto quanto curiosa, mas necessária.

A exemplo de Jabbar, o ex-volante da seleção holandesa de futebol, Edgar Davids, também era adepto dos óculos para jogar, assim como muitos outros atletas de várias modalidades também passaram a utilizá-los para treinar e competir devido à segurança que o acessório proporciona, principalmente para os esportes de impacto e contato.
O oftalmologista Richard Yudi Hida atesta a utilização dos óculos para algumas práticas esportivas e afasta a tese de que os atletas usam o acessório somente por vaidade ou para chamar a atenção. "Pesquisas revelam que muitos casos relacionados à lesão do globo ocular, por exemplo, estão relacionados à prática de esportes de contato físico e ao lazer. Então o uso dos óculos se faz sim, necessário", aponta.

Os olhos são órgãos frágeis que têm a proteção somente dos ossos da órbita (ao redor dos olhos), portanto, são bastante suscetíveis a lesões. Boladas e impactos, como cotoveladas e cabeçadas, são as principais causas dos traumas oculares. Em algumas situações, podem acontecer hemorragia interna e perfurações, como também descolamento de retina ou lesão do nervo óptico. "Independentemente do trauma, um oftalmologista deve ser consultado o quanto antes, pois adiar o diagnóstico pode resultar na perda total e irreversível da visão", alerta.

Esportes de contato físico, impacto e com bolas como futebol, basquete, vôlei, tênis, rugby, futebol americano, handebol, squash e artes marciais são os que apresentam maiores riscos de lesão nos olhos, porém, outras modalidades individuais como tênis, corrida e o ciclismo, por exemplo, também demandam cuidados especiais.

PREDISPOSIÇÃO

Algumas pessoas com miopia têm predisposição para o descolamento de retina, que pode ser facilmente causado por um impacto simples na região ocular. "Somente exames oftalmológicos especializados podem detectar se existe alguma predisposição ao descolamento. Nesses casos, esportes de impacto ou contato devem ser evitados", contemporiza o oftalmologista.

Se, mesmo sabendo dos riscos, o indivíduo quiser realizar esportes de contato, é importante treinar adequadamente para evitar lesões oculares. O treino permite o desenvolvimento de movimentos defensivos e cálculos de distância de objetos inconcientes que evita tais traumas. Isso é evidente em atletas lesionados que não treinaram seus respectivos esportes. Para que o atleta obtenha o máximo de desempenho no treino e no jogo, é importante ter uma visão perfeita dos dois olhos, responsáveis pela visão de profundidade, chamada de estereopsia.

"Não é raro observar no rugby, atletas com problemas de visão, muitas vezes detectados em treinos e jogos. É importante que o problema seja identificado pelos treinadores. Apesar de não serem especialistas no assunto, costumam ter experiência suficiente para verificar o que é necessário para levar o atleta a desempenhar as suas tarefas em campo com total qualidade. Também é comum o uso de lentes de contato nos treinamentos e nas partidas, uma vez que são permitidas e não oferecem risco ao atleta", comenta Antonio Martoni, CEO do time de rugby, São Paulo Saracens Bandeirantes.  

Sobre Dr. Richard Yudi Hida

Dr. Richard Yudi Hida é um dos maiores cirurgiões oculares reconhecidos mundialmente. Há quase 20 anos, Dr. Richard Yudi Hida atua na área de oftalmologia clínica e cirúrgica, no tratamento das mais variadas doenças visuais.

O profissional é especializado em oftalmologia pelo Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo. Foi Fellow nas 2 melhores Universidades do Japão (Keio University- School of Medicine e Kyorin University) onde dominou várias áreas da oftalmologia cirúrgica. Atualmente, é chefe do Setor de Catarata do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, responsável por cerca de 500 cirurgias por mês. 

É também diretor técnico do Banco de Tecidos Oculares da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, responsável por coordenar a distribuição de tecidos oculares para transplante desta instituição. O profissional ainda é membro da equipe de Transplante de Córnea da Santa Casa de São Paulo. É médico voluntário, colaborador e membro do Grupo de Estudo em Superfície Ocular do Departamento de Oftalmologia da Universidade de São Paulo (USP), responsável por orientar inúmeras pesquisas internacionais sobre tratamento e diagnóstico de doenças da superfície ocular.
 
Sobre o Rugby São Paulo Band Saracens

Um dos maiores e mais reconhecidos times de Rugby do Brasil pela tradição e conquista de títulos nacionais e internacionais.
O time de Rugby Band Saracens é um dos times pioneiras nessa modalidade no Brasil tendo sua fundação oficial em 1983 com o nome de Clube de Rugby Bandeirantes, em homenagem às figuras históricas dos Bandeirantes de São Paulo, que desbravaram o Brasil.

Desde então, o Clube de Rugby Bandeirantes coleciona vários títulos: 4 Campeonatos Brasileiros, 8 Campeonatos Estaduais, Taça Ouro Brasil e Torneio do Mercosul.
O Bandeirantes também disputa vários jogos no exterior por diversos países.
A agremiação se destaca também por ter atletas regularmente convocados para a seleção brasileira.

Em dezembro de 2013, ao completar 30 anos, realizou um projeto inédito na América do Sul ao oficializar parceria com o Saracens Rugby da Inglaterra, um dos principais clubes da Europa e do mundo, passando a se chamar Band Saracens.
Fonte: Dezoito Com

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