Mais de 2,2 bilhões de pessoas no mundo vivem com deficiência visual, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Destas, um bilhão possuem um tipo de deficiência que poderia ter sido evitada ou que ainda não foi tratada, devido à falta de acesso adequado aos cuidados oftalmológicos. Nesse contexto, o Dia Mundial da Saúde Ocular, celebrado anualmente em 10 de julho, tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de doenças oculares.
O Dr. Luiz Alberto Rosa Barbalho, especialista em córnea, cirurgia refrativa e lentes de contato do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB) do Hospital Oftalmológico de Brasília, uma empresa do Grupo Opty, alerta que o cuidado é necessário, pois mesmo algumas enfermidades que não se originam nos olhos podem prejudicá-los e levar à perda parcial ou total da visão. A hipertensão arterial, por exemplo, pode causar estreitamentos e obstruções dos pequenos vasos da retina, acarretando alterações no fluxo de sangue para os tecidos do olho, um fator de risco para o glaucoma que, se não controlado, pode levar à perda da visão. A diabetes também é preocupante porque compromete os vasos retinianos, podendo levar a hemorragias, inchaços na retina e falta de oxigenação, causando a retinopatia diabética, uma das principais causas de cegueira no mundo. O médico cita, ainda, a artrite reumatoide, que atinge as articulações, pode também predispor a inflamações oculares conhecidas como uveítes. "Por isso, fazer exames regulares é tão importante para diagnosticar prematuramente se essas condições estão ou não afetando a saúde ocular e tratá-las rapidamente", afirma.
A época da estiagem no Distrito Federal também agrava outro problema para os brasilienses: a síndrome do olho seco. Segundo dados da Secretaria de Saúde do DF, neste período, quando a temperatura cai e a umidade relativa do ar diminui acentuadamente, há um aumento de cerca de 25% no número de pacientes que buscam os consultórios médicos reclamando de desconforto nos olhos. Os principais sintomas são o ressecamento da superfície do olho, ardência, coceira, sensação de corpo estranho (areia), fotofobia, cansaço ocular e vermelhidão e, em alguns casos, visão embaçada. Isso ocorre porque há evaporação excessiva das lágrimas e/ou sua produção é insuficiente e a secura no ar pode acelerar a perda de lágrimas e causar reações mesmo em olhos normais. Usuários de lentes de contato estão particularmente sujeitos a desconforto, já que a maior evaporação da lágrima vai aumentar o atrito das lentes com a superfície ocular podendo provocar irritação e até mesmo lesões corneanas. "O filme lacrimal é essencial para a nutrição, lubrificação e proteção das estruturas oculares, além de exercer importante papel nas propriedades ópticas do olho. Em casos mais graves, a síndrome do olho seco pode levar a alterações permanentes da superfície ocular como opacidades e cicatrizes podendo, inclusive, causar baixa significativa da visão", adverte o Dr. Luiz Alberto.
Além de consultas regulares ao oftalmologista, o especialista chama atenção também para as alergias oculares - comuns nesse período - que levam ao impulso de coçar os olhos, um hábito que deve ser evitado a qualquer custo. "Esfregar os olhos pode dar uma sensação de alívio momentâneo, porém, este ato simples, se feito constantemente, pode ocasionar danos oculares graves", afirma. Além de aumentar consideravelmente o risco de infecções oculares - já que as mãos facilitam a transferência de microrganismos - o ato ainda pode provocar lesões, descolamento de retina e ceratocone, pois a fricção acaba por alterar as curvaturas da córnea, além de promover danos estruturais aos tecidos subjacentes. "Seja qual for a doença, o acompanhamento médico e oftalmológico é fundamental. Não se automedique ao se deparar com qualquer desconforto na visão. Procure especialistas, não abandone os tratamentos e procure seguir hábitos saudáveis. Isso vai garantir que você preserve sua visão e tenha qualidade de vida", recomenda o Dr. Luiz Alberto Barbalho.
Grupo OPTY
O Grupo Opty nasceu em abril de 2017, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. Nesse formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas e concentra seu foco no exercício da medicina.
Atualmente, somos mais de 25 marcas, 85 unidades, quase 30 centros cirúrgicos e 1200 médicos oftalmologistas. Além das marcas próprias HOBrasil e Centro Oftalmológico Dr. Vis, estamos presentes nas principais capitais: Distrito Federal (Hospital Oftalmológico de Brasília, Hospital de Olhos INOB, Hospital de Olhos do Gama e Visão Hospital dos Olhos), Bahia (Instituto de Olhos Freitas, DayHORC, Instituto de Olhos Villas, Oftalmoclin e Oftalmodiagnose), Alagoas (Hospital de Olhos Santa Luzia), Santa Catarina (Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, Centro Oftalmológico Jaraguá do Sul), São Paulo (HCLOE, Visclin Oftalmologia, UPO Oftalmologia - Unidade Paulista de Oftalmologia, HMO - Hospital Medicina dos Olhos e Instituto da Visão), Rio de Janeiro (Eye Center Oftalmologia, COSC), Pernambuco (Oftalmax Hospital de Olhos, Visão Center, Íris Oftalmo e SEOPE) e Pará (CEOP - Centro de Olhos do Pará).