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Projeto do PI usa óculos de realidade virtual para tratamento de fobias

Para pesquisadores piauienses, Oculus Rift controlaria distúrbio psicológico.

Estudo está sendo desenvolvido pelo Labiras, do Instituto Federal do Piauí.

Cerca de 10% da população sofre de algum tipo de fobia, que é o medo persistente e irracional de um determinado objeto, animal, atividade ou situação que represente pouco ou nenhum perigo. Em busca de contribuir para o tratamento deste distúrbio psicológico, pesquisadores piauienses estão desenvolvendo deste março deste ano projetos com óculos de realidade virtual, conhecido como Oculus Rift.

Para o pesquisador Alexandre Tolstenko, do Laboratory of Intelligent Robotic, Automation and Systems (Labiras) do Instituto Federal do Piauí e responsável pelo desenvolvimento das atividades com o equipamento, a ideia de utilizar o Oculus Rift para tratamento de fobias como Acrofobia (medo de altura), Claustrofobia (medo de lugares fechados) e Escotofobia (medo de escuro) é a possibilidade que ele dá de criar ambientes e situações nas quais as pessoas na vida real entrariam em pânico.

"Na verdade o Oculus Rift é um equipamento de realidade virtual criado para jogos eletrônicos, que possui um sensor de movimento e uma tela de LCD embutida. Ele apresenta imagens em 3D que se movimentam conforme o usuário mexe sua cabeça. Estas características permitem uma imersão maior aos usuários e por este motivo escolhemos o óculos de realidade virtual para desenvolver aplicativos voltados para área de saúde", explicou.
O pesquisador Flávio Alves, também responsável pelo projeto, mostrou dois dos quatro aplicativos desenvolvidos. No primeiro, o usuário é colocado em cima de um prédio, onde o ambiente virtual lhe proporciona pular e mover para todos os lados, causando a impressão de distância. "Este aplicativo seria utilizado para a pessoa com medo de altura, já que ele proporciona liberdade de movimentação sem apresentar risco na vida real", completou.

Já o outro aplicativo, no qual o paciente controla uma bola de acordo como a sua visão, os cientistas fazem mistério de como ele seria utilizado na área de saúde. Eles apenas revelaram ao G1 que além da fobia, o projeto desenvolvido também atenderá deficientes visuais.

Todos os projetos dependem do Comitê de Ética para serem testados em humanos, mas Alexandre Tolstenko destacou a necessidade de acompanhamento médico para o resultado positivo do tratamento.
Fonte: G1

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