Em prol à Campanha "Setembro Dourado" e ao Dia Nacional de Conscientização do Retinoblastoma (18/9), o H.Olhos, hospital referência em tratamento de casos de alta complexidade em oftalmologia, traz luz à causa e ressalta a importância do diagnóstico precoce do retinoblastoma, um tipo de câncer raro que acomete os olhos, mais precisamente a retina, que é a parte do fundo do olho. Este câncer é o terceiro mais comum em crianças com até três anos de idade. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que, a cada ano, são diagnosticados 250 novos casos.
Especialistas do H.Olhos são categóricos ao afirmar que o diagnóstico precoce é fundamental, capaz de aumentar as chances de cura, manutenção do olho e preservação da visão, nos casos de retinoblastoma, em até 95%. "O primeiro exame deve ser realizado assim que a criança nasce e repetido ao menos três vezes ao ano, nos primeiros três anos de vida. É chamado de Teste do Reflexo Vermelho (TRV), também conhecido como teste do olhinho, capaz de identificar alguns problemas sérios logo após o nascimento", orienta o Dr. Jorge Agi, oncologista ocular do H.Olhos.
O exame é rápido e totalmente indolor. Um feixe de luz é emitido nos olhos da criança, se um reflexo vermelho surgir, o resultado é considerado normal. Se for branco, o paciente é encaminhado para centros especializados em oncologia pediátrica para exames mais detalhados e início de tratamento. A cor esbranquiçada indica leucocoria, que é um reflexo anormal da pupila quando exposta à luz, conhecido como "reflexo do olho de gato", sinal que ocorre em 60% dos casos de retinoblastoma.
Sinais e tratamento
O retinoblastoma apresenta alguns sinais clássicos que podem revelar possíveis alterações oculares que devem ser investigados precocemente. Os mais comuns são:
- Leucocoria: chamado de "reflexo de olho de gato", pode ser percebido quando aparece um brilho branco diferente em fotos tiradas com flash. É considerado um dos principais sinais de retinoblastoma.
- Estrabismo: desvio ocular que pode acontecer por conta da piora da visão no olho acometido.
Com o avanço da medicina, não só os efeitos colaterais do tratamento do retinoblastoma diminuíam, mas também as chances de cura aumentaram, podendo chegar até 95%. A escolha do tipo de protocolo terapêutico depende do estágio da doença, que pode ser local, com crioterapia ou laser; quimioterapia, intra-arterial ou sistêmica; radioterapia e, eventualmente, enucleação, quando se retira o olho doente.
"É importante destacar que as doenças oculares surgem de maneira silenciosa. Por isso, pais e responsáveis devem ficar atentos aos sinais e buscar uma avaliação oftalmológica e iniciar o tratamento adequado. Em nosso hospital, quando diagnosticamos casos de retinoblastoma, encaminhamos o paciente e um centro especializado de tratamento de câncer pediátrico, isso permite mais efetividade, com uma visão holística, para o caso", reforça o especialista.
Sobre o H.Olhos
Reconhecido no mercado há mais de 35 anos, o H.Olhos é referência em casos de alta complexidade de oftalmologia. Conta com duas unidades na Grande São Paulo, centro cirúrgico, centro de diagnóstico, pronto-socorro e consultórios equipados com aparelhos de última geração voltados à saúde ocular.
Em 2021, o Hospital foi acreditado com Nível 3 de Excelência, a mais alta certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), o que reforça sua cultura organizacional de melhoria contínua com maturidade institucional.