Saúde | Visão

Retinopatia Diabética: uma das complicações mais comuns do diabetes

Doença ocular é causada pela falta de controle do açúcar no sangue e pode causar cegueira irreversível

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A preocupação com o diabetes e suas consequências é um assunto que não perde a relevância.  O Brasil é o 5º país em incidência da doença no mundo, com 16,8 milhões de doentes adultos (20 a 79 anos). Celebrado em 26/6, o Dia Nacional do Diabetes tem como objetivo o combate e a prevenção dessa doença que, segundo estimam dados do Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF), levará 21,5 milhões de pessoas a desenvolver a patologia até 2030. Várias complicações podem advir da falta de controle do açúcar no sangue. Um deles é exatamente a retinopatia diabética, doença que afeta os pequenos vasos da retina - a região do olho responsável pela formação das imagens enviadas ao cérebro - que pode levar à baixa visão ou cegueira. "Conscientizar a população em relação à prevenção e diagnóstico precoce é o principal objetivo da campanha. Só assim é possível tratar de maneira adequada e, desta maneira, diminuir a cegueira pelo diabetes", afirma o oftalmologista Renato Braz Dias, médico referência em Retina e Vítreo no Hospital de Olhos INOB, empresa do Grupo Opty no Distrito Federal. 

Retinopatia Diabética é uma complicação do diabetes, caracterizada pelo nível alto de açúcar no sangue, que provoca lesões definitivas nas paredes dos vasos que nutrem a retina. Em consequência, ocorre vazamento de líquido e sangue no interior do olho, desfocando a visão. "Com o tempo, a doença se agrava e os vasos podem se romper, caracterizando a hemorragia vítrea podendo levar ao descolamento da retina", explica o Dr. Renato. O médico explica que o diabetes também pode causar o surgimento de vasos sanguíneos anormais na íris, ocasionando o glaucoma. "O problema é que não se percebe perda de visão nas fases iniciais da retinopatia diabética e as pessoas procuram atendimento médico quando a retinopatia já está avançada", observa o oftalmologista. Nesses casos, a perda de visão e distorção de imagem são os principais sintomas. Uma vez instaladas, as alterações retinianas não se modificam significativamente com a normalização da glicemia, necessitando de tratamento oftalmológico específico. 

De acordo com a publicação do Conselho Brasileiro de Oftalmologia As Condições de Saúde Ocular no Brasil (2023), a retinopatia diabética é responsável por 1,07 milhões de casos de cegueira devido a doenças oculares em todo o mundo. Pelo menos 463 milhões da população mundial têm diabetes, e é provável que o número de portadores da doença cresça em 51% até 2045. Após 15 anos de doença, cerca de 2% das pessoas com diabetes tornam-se cegos, e cerca de 10% desenvolvem perda visual grave. Depois de 20 anos, estima-se que mais de 75% dos pacientes têm alguma forma da doença. Conforme explica o Dr. Renato, a retinopatia diabética apresenta comportamento mais agressivo e mais frequente, com risco de perda da visão, nos pacientes insulino dependentes (Diabetes tipo 1). Mas vale reforçar que o controle rigoroso do Diabetes Mellitus, caracterizado pela deficiência da insulina, retarda o aparecimento e reduz a progressão da doença. "A melhor maneira de prevenir a retinopatia é o controle adequado da glicemia. Dessa maneira, controla-se a diabetes e a chance de apresentar complicações como a retinopatia é menor", afirma o médico. 

As alterações da visão são mais comuns em jovens, pois a incidência de diabetes do tipo 1 nessa população é mais frequente e a retinopatia pode aparecer mais cedo e causar perda de visão. No entanto, um recente estudo norte-americano, publicado no jornal Diabetes Care, apontou um aumento significativo de alterações na visão causadas por retinopatia diabética em jovens com diabetes tipo 2, aquele causado por fatores genéticos juntamente com maus hábitos de vida, como consumo exagerado de açúcar, gordura, sedentarismo, sobrepeso ou obesidade, que provocam defeitos na produção e na ação da insulina no corpo. 

A doença pode ser diagnosticada na avaliação oftalmológica básica. Exames como o mapeamento de retina e exame do fundo de olho devem ser realizados para detectar a retinopatia diabética. "É bastante frequente o oftalmologista fazer o diagnóstico de diabetes através do exame de fundo de olho. As hemorragias observadas na retina são características do diabetes", explica o médico.  Os exames oftalmológicos devem ser realizados anualmente em pessoas com ou sem diabetes. Já os pacientes que apresentam algum grau de retinopatia devem ser examinados com mais frequência. Em casos mais avançados, recomenda-se fazer exame a cada 3 meses. 

Para casos mais leves, é recomendado o tratamento antiangiogênico, com aplicação de medicações intraoculares e, algumas vezes, a fotocoagulação utilizando o laser. Nos avançados, a cirurgia vítreo-retiniana (vitrectomia via pars plana) deve ser realizada para a retirada do sangramento e/ou colocação da retina na posição correta. "Existe muita pesquisa na área de diabetes, pois o número de pessoas com esta doença aumenta a cada ano.  O controle do diabetes é fundamental para impedir o aparecimento e a progressão da retinopatia", reforça o Dr. Renato Braz Dias. 

Sobre o Grupo OPTY

O Grupo Opty nasceu em abril de 2017, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. Nesse formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas e concentra seu foco no exercício da medicina.

Atualmente, somos mais de 25 marcas, 85 unidades, quase 30 centros cirúrgicos e 1200 médicos oftalmologistas. Além das marcas próprias HOBrasil e Centro Oftalmológico Dr. Vis, estamos presentes nas principais capitais: Distrito Federal (Hospital Oftalmológico de Brasília, Hospital de Olhos INOB, Hospital de Olhos do Gama e Visão Hospital dos Olhos), Bahia (Instituto de Olhos Freitas, DayHORC, Instituto de Olhos Villas, Oftalmoclin e Oftalmodiagnose), Alagoas (Hospital de Olhos Santa Luzia), Santa Catarina (Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, Centro Oftalmológico Jaraguá do Sul), São Paulo (HCLOE, Visclin Oftalmologia, UPO Oftalmologia - Unidade Paulista de Oftalmologia, HMO - Hospital Medicina dos Olhos e Instituto da Visão), Rio de Janeiro (Eye Center Oftalmologia, COSC), Pernambuco (Oftalmax Hospital de Olhos, Visão Center, Íris Oftalmo e SEOPE) e Pará (CEOP - Centro de Olhos do Pará).

Fonte: Tríplice Comunicação

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