Os produtos piratas sem procedência e comercializados de forma ilegal
seguem como temas de campanha de conscientização do Sindicato do Comércio
Varejista de Material Óptico, Fotográfico e Cinematográfico (Sindióptica-RS) para
2021. Desta vez, a iniciativa também alerta que os mesmos artigos, como óculos
ou lentes falsificados, além de prejudicar a saúde visual, podem estabelecer
mais um risco como vetor de contaminação do Covid-19. A ação tem apoio do
Sesc-RS e Fecomércio-RS.
Com o slogan "Você pode estar levando o coronavírus para casa. Óculos só
em óptica", a campanha objetiva evidenciar de forma educativa a importância de preservar a saúde ocular
e todas as consequências adversas do uso de óculos falsificados, como fadiga
ocular, lesões na retina, alergia e até cegueira.
Outro
aspecto abordado nas peças, inclue a situação de risco de contaminação com a
falta de segurança sanitária, manejo inadequado sobre artigos expostos na rua, uma
vez que as formas de contágio pelo contato com
objetos ou superfícies contaminadas, que invariavelmente não recebem tratamento
de higienização, aumentam os riscos de doenças transmissíveis.
Cabe lembrar que as ópticas seguem rigorosos protocolos de atendimento e
de higienização dos produtos visando a segurança e a saúde de todos, como
aborda a campanha. "Existe a necessidade de despertar junto à sociedade os
riscos de contaminação por produtos sem procedência pelo coronavírus, além é
claro, de alertar sobre os danos causados por lentes falsificadas à
visão", avalia o presidente do Sindióptica-RS, André Roncatto.
A campanha, previamente lançada junto aos estabelecimentos ópticos e nas
Redes Sociais na última semana, já alcançou adesão expressiva e aprovação dos
profissionais do segmento. Também está em tramitação, em parceria com a
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) da Capital, a veiculação
das peças educacionais nos espaços de busdoor na frota de ônibus, assim como
nas estruturas públicas de Saúde e Educação e nas próprias escolas, a exemplo
de anos anteriores.
O Brasil opera com 60% de produtos falsificados. Óculos de sol ou lentes
de grau estão entre os cinco produtos comercializados de forma ilegal. Em 2020
o Brasil perdeu R$ 287,9 bilhões em recolhimento de impostos diante da venda de
produtos ilegais, segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade
(FNCP). A venda pirata está relacionada a crimes de contrabando de armas e
drogas, aliciando imigrantes estrangeiros para a prática.

