No século passado, nossos avós reclamavam de 'vista cansada' após horas de leitura ou trabalhos manuais de longa duração. Hoje, os vilões por eventuais desconfortos nos olhos são smartphones, tablets, computadores, videogames e TVs. Suas telas de LED, assim como as lâmpadas, emitem luz azul, que pode gerar a fadiga visual, o que inclui tensão ocular, olhos secos, dor de cabeça, visão borrada, além de dores no pescoço e nos ombros.
Verdade seja dita, a luz azul é emitida naturalmente pelo sol. Embora a luz azul violeta tenha menos energia do que a luz ultravioleta (a famosa UV combatida pelos óculos escuros), é quase inteiramente não filtrada ao passar pelo olho e atinge a retina. Com a popularização dos dispositivos digitais e lâmpadas de LED, passou a oferecer riscos também em ambientes fechados.
A indústria óptica tem investido em tecnologia a fim de combater os efeitos nocivos da luz azul. Hoje, existem lentes de grau com aplicações de uma camada de pigmentos ou corantes adicionados à sua formulação capazes de absorver a luz azul. Sua ação visa reduzir os sintomas associados à fadiga visual.
Há também as lentes fotossensíveis que, além de garantir proteção contra os raios ultravioleta, também são eficientes em relação à luz azul. Nesse caso, atuam tanto em ambientes internos, quando estão transparentes, quanto em ambientes externos, quando estão ativadas, ou seja, escuras.
"Antes do desenvolvimento de tecnologia para proteção da luz azul para lentes claras, as opções de óculos para esse fim traziam lentes amarelas ou alaranjadas, e isso restringia o interesse do público consumidor. Atualmente, é possível aliar estilo à qualidade óptica. As armações mais estilosas podem ser adaptadas com as lentes adequadas para aliviar os sintomas da fadiga visual e proteger os olhos com muito charme", garante a expert em óculos Andrea Tavares, fundadora do
Ladyoculos.com, que colaborará na divulgação e na geração de conteúdo para a Expo Visão, maior feira do País destinada a lojistas, consultores e demais profissionais do ramo, de 19 a 21 de março, no Centro de Eventos Pro Magno, em São Paulo.
Andrea Tavares
A consultora oferece ainda dicas para manter uma rotina da saúde visual. "Além das lentes com as propriedades adequadas, há pequenas ações que podem fazer diferença no dia a dia a fim de obter algum alívio dos sintomas. Por exemplo, fazer paradas frequentes quando se fica muito tempo diante de telas e focar em um ponto distante no horizonte a fim de relaxar os olhos, manter a tela do computador a um braço de distância dos olhos, aumentar o tamanho do texto nas telas, reduzir a iluminação geral a fim de eliminar o brilho da tela e consultar-se anualmente com um especialista", explica.