Dr. Renato Braz, especialista do Inob, e mais 30 retinólogos de outros estados, participaram de evento científico que apresentou medicação eficaz para o tratamento da doença
Uma nova medicação promete revolucionar o tratamento da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), doença atinge cerca de 300 milhões de pessoas no mundo, das quais cinco milhões são brasileiros. "Trata-se da principal causa de perda irreversível da visão em pessoas com mais de 65 anos, no ocidente", alerta o oftalmologista Renato Braz, responsável pelo Departamento de Retina, Vítreo e Uveítes do Inob.
O lançamento do Lucentis ocorreu após anos de estudos científicos nos Estados Unidos e recebeu aprovação da Food and Drug Administration, agência reguladora americana, e da Anvisa, no Brasil. "Trata-se da primeira terapia desenvolvida especialmente para o tratamento neovascular da patologia", afirma o especialista. A DMRI causa lesão na mácula, parte central e mais importante da retina, tendo como sintomas clássicos visão embaçada, distorção da imagem ou mancha preta na visão central.
Historicamente, a doença vinha sendo tratada por fotocoagulação a laser ou procedimentos cirúrgicos. As abordagens farmacológicas mais recentes - como a terapia fotodinâmica (PDT) com Visudyne ou Macugem - proporcionaram desfechos mais consistentes no tratamento da DMRI neovascular, embora eles apenas tenham sido capazes de estabilizar a visão. Em estudos clínicos controlados, o Lucentis demonstrou melhora na visão e na qualidade de vida dos pacientes. "Seu desenvolvimento traz esperança tanto para os pacientes quanto para os médicos, por combater essa doença devastadora", explica Dr. Renato Braz.