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Vai correr? Não esqueça os óculos!

A oftalmologista Keila Monteiro de Carvalho orienta sobre a escolha do modelo ideal para a prática de atividades físicas.

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Se for correr ou caminhar não se esqueça dos óculos escuros! Pode até parecer preocupação de mãe, mas utilizar o acessório durante a prática de atividades físicas ao ar livre garante a saúde ocular. Segundo a oftalmologista Keila Monteiro de Carvalho, Professora Titular de Oftalmologia da UNICAMP, Chefe do Departamento de Oftalmologia - Otorrinolaringologia da FMC/UNICAMP e Coordenadora do Serviço de Estrabismo, Oftalmologia Pediátrica e Visão Subnormal do HC - FCM/UNICAMP, durante uma corrida, duas condições podem afetar os olhos: a exposição ao sol e ao calor intensos; e os fatores ambientais, como a poluição e a secura do ar provocada por ventos ou frio. "Este ressecamento pode ser amenizado com o uso de colírios lubrificantes prescritos pelo oftalmologista. Vale lembrar que a evaporação ao ar livre pode ser quatro a cinco vezes maior do que em um ambiente fechado, e o uso dos óculos de proteção ajuda a diminuí-la", comenta a especialista.

Além disso, a oftalmologista explica que os óculos diminuem a intensidade da luz que chega aos olhos. Também ajuda a proteger a retina dos efeitos nocivos dos raios ultravioleta, prevenindo o surgimento de problemas a longo prazo, como catarata e degeneração macular.  Daí a importância de se observar se o acessório oferece proteção para os raios UVA e UVB. "Deve-se procurar nos óculos ou na etiqueta as informações sobre esta proteção. Existem certificações oficiais como a certificação da ABNT", orienta ela.  

Armação e lente

Na hora de escolher o modelo, a oftalmologista recomenda que os óculos para atividades físicas possuam armações um pouco mais curvadas, com proteção lateral e lentes policarbonadas.

A tonalidade da lente também pode fazer toda a diferença, uma vez que ajuda a eliminar frequências especificas de luz, que alteram a qualidade da visão. "Para as pessoas sem problemas visuais, a cor cinza proporciona alta fidelidade de cor e conforto para visão ao ar livre, reduzindo, inclusive, o cansaço visual. A cor verde também oferece bom contraste e tem indicação para todas as pessoas", indica Keila Monteiro de Carvalho.

Por outro lado, pessoas que apresentam baixa visão e fotofobia (sensibilidade aumentada à luz) devem optar por lentes com cores que proporcionem o aumento do contraste ou diminuição do ofuscamento, de acordo com o problema. As de cor laranja, âmbar e marrom, são indicadas para os portadores de retinopatia diabética, neurites ópticas ou degeneração macular; enquanto que as lentes vermelhas devem ser utilizadas por quem possui degeneração de cones. "Já o amarelo, transmite o máximo de luminosidade, sendo indicado para os casos de glaucoma, retinose pigmentar e retino patia diabética, ou a noite para dirigir, pois facilita o contraste", orienta a oftalmologista.
 

Sobre a Dra. Keila Monteiro de Carvalho

Médica oftalmologista, Professora Titular de Oftalmologia da UNICAMP, Chefe do Departamento de Oftalmologia - Otorrinolaringologia da FMC/UNICAMP e Coordenadora do Serviço de Estrabismo, Oftalmologia Pediátrica e Visão Subnormal do HC - FCM/UNICAMP.
Fonte: Malu Reda

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