São Paulo (SP) - Lentes antirreflexo estão cada vez mais popularizadas no Brasil. Além do efeito estético, a saúde dos olhos representa o grande benefício dessa tecnologia, com melhora da visão e a redução do cansaço ocular. Isso porque, sem reflexos, a luz passa melhor através das lentes. As versões mais modernas eliminam virtualmente o reflexo, permitindo que 99,5% da luz disponível atravesse as lentes.
Em comparação com as lentes sem o tratamento, o revestimento antirreflexo também garante visão mais nítida para dirigir à noite. Também oferece maior conforto durante o uso prolongado de computador, celulares e outros dispositivos digitais. Em função de eliminar o brilho da luz do sol refletido na superfície interior das lentes, ainda funciona muito bem nos óculos solares.
A tecnologia aplicada no revestimento antirreflexo nas lentes de óculos é um processo que envolve tecnologia de deposição a vácuo. Basicamente, consiste na aplicação de múltiplas camadas microscópicas de óxidos metálicos alternados. Como cada camada afeta diferentes comprimentos de onda de luz, quanto mais camadas houver, mais reflexos serão neutralizados. Alguns revestimentos antirreflexo de alta qualidade têm até sete camadas.
Quase invisíveis - Sem reflexos, as lentes ganham um aspecto praticamente invisível, o que atrai mais atenção para os olhos e permite um melhor contato visual. Esse é um fator importante para profissionais como apresentadores de programas de TV que usam óculos de grau. Antes da tecnologia chegar em larga escala ao mercado, há 20 anos, as lentes tinham tanto reflexo que as armações eram banidas de todos os rostos diante das telas.
Tudo começou com Isaac Newton - As lentes antirreflexo chegaram ao mercado em 1959. Na década de 1970 receberam importantes aprimoramentos e em meados de 1990 chegaram ao mercado em escala global. Mas tudo começou muito anos antes.
Relatos históricos revelam que o primeiro cientista a se interessar pelo assunto foi o britânico Isaac Newton (1643-1727), que observou os reflexos coloridos que as manchas de óleo "desenhavam" sobre a água - o fenômeno recebeu o nome de "anéis de Newton". Outros pesquisadores se debruçaram sobre o assunto. Um passo definitivo ocorreu em 1935, quando o físico ucraniano Olexander Smakula, que trabalhava na corporação alemã Carl Zeiss Optics, cobriu a superfície de lentes com camadas extremamente finas de materiais especiais, conseguindo reduzir os reflexos e garantindo qualidade e conforto visuais.
Essa pesquisa foi encomendada pelo império alemão com o objetivo de reduzir o número de baixas sofridas por seu exército durante a Primeira Guerra Mundial. Muitos oficiais viravam alvos fáceis ao usar binóculos, rifles de longo alcance (com lunetas) e periscópios, pois a luz refletia nas lentes e revelava as suas posições. A descoberta de Smakula ganhou caráter de segredo militar até o começo da Segunda Guerra. Desde então, a nova tecnologia passou a ser aplicada em máquinas fotográficas, lentes de óculos, binóculos, microscópios, entre outros.
Expo Visão - Lentes tecnológicas, modelos de armações fashion, funcionais, lançamentos e outras novidades prometem agitar o mercado óptico brasileiro em 2019, que ganha mais força com a Expo Visão, a maior feira do país destinada a lojistas, consultores e demais profissionais do ramo. O evento será realizado de 19 a 21 de março, entre 10h e 20h, no Centro de Eventos Pro Magno, no bairro da Casa Verde, em São Paulo.
Uma considerável fatia do segmento de fornecedores já garantiu participação na Expo Visão, como Clair Mont, Coopervision, Daff, De Rigo, GO, HB Hot Buttered, Keyper, Lenço Mágico, Lougge, Mello, Miraflex, Mormaii, Solótica, Stepper e Tecnobrasil, entre outras. A expectativa dos organizadores é de que outras empresas confirmem adesão nas próximas semanas.
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