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Brasil - Compliance Já!

Artigo ASPR / Gestão e Contabilidade para empresas.

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Assim como a língua inglesa é a mais utilizada para a comunicação mundial, a contabilidade o é e cada vez mais será, a linguagem universal dos negócios. Isso nos remete a Compliance.

O Brasil com a Lei 11.638/07, aderiu ao padrão contábil IFRS - International Financial Reporting Standard do IASB europeu. O mundo contábil e dos negócios, avança em direção ao referido padrão.

Defendo que a ciência contábil e suas diversas especializações, como: custo, orçamentária, auditoria, perícia, gerencial entre outras, são instrumentos técnicos de altíssima contribuição para o Compliance, especialmente se em conexão com os indispensáveis recursos da T.I.   

Compliance é: Conformidade, integridade, autoregulação.  É rol de medidas internas que visa prevenir e/ou minimizar os riscos de não cumprimento de leis, princípios, normas, por agente econômico e/ou seus sócios, acionistas e profissionais, pertinentes às suas atividades.

Devido a sua extrema relevância, deixa de ser Diferencial de mercado e passa a ser mandatório, em função da forte concorrência, local e global e da necessidade de integridade e transparência, na busca de sustentabilidade e de efetiva perenidade.    

O Compliance não pode ser sonho, deve ser realidade, em todas as empresas e segmentos.

Para bem implantar o Compliance, se faz necessário estudar os impactos das Leis 12.529/11, Defesa da Concorrência e da 12.846/13, Anticorrupção, bem como da Lei 12.683/12, a qual trata do combate da Lavagem de Dinheiro.

A propósito, escrevemos recentemente sobre isso. 


Benefícios do Compliance:

* Mapeamento e mitigação de risos; 
* Eliminação e/ou Redução das Contingências;
* Conscientização e Segurança para os Profissionais;
* Reconhecimento do Mercado e Valorização da Marca.
 
Uma economia praticada segundo padrões éticos elevados, conforme o Instituto ETHOS, implica:

* Combate à corrupção e à impunidade;
* Valorização da integridade e da transparência;
* Estímulo à concorrência leal;
* Estímulo à cooperação;
* Respeito às leis e às regras de negócio; e
* Respeito aos direitos das diferentes comunidades, etnias e grupos sociais de se aproximar em seu próprio ritmo do estilo de vida contemporâneo.

Exemplos recentes de Não Compliance:

Enron/EUA em 2001, Siemens/Alemanha em 2006, BMW em 1998 no Brasil, a crise financeira de 2008/EUA, Sansung/Korea do Sul, manipulação da taxa LIBOR, JBS, todos recentes e o grande e triste exemplo, a Lava Jato em março de 2.014.

Requisitos para Programa de Compliance:

* Comprometimento da direção da empresa;
* Padrões de conduta, código de ética, políticas e procedimentos;
* Treinamentos e divulgação do programa de integridade;
* Registros contábeis confiáveis e Controles Internos;
* Procedimentos para prevenção de fraudes e irregularidades em licitações e contratos com a administração pública;
* Medidas disciplinares em caso de violação do programa de integridade;
* Procedimentos que assegurem a pronta interrupção de irregularidades e correção de danos;
* Transparência na doação a candidatos e a partidos políticos.


Contamos  com ajuda recente do Palestrante  José Luiz Tejon, com indicações de livros sobre o tema. Saiba mais

Recomendo o livro Compliance - Excelência na Prática - Wagner Giovanini e sua entrevista em https://www.youtube.com/watch?v=zbgoXI3mUo8

Destaque-se o portal recentemente lançado:


Todos unidos contra a corrupção e o vídeo Corrupção

Felizmente tem havido a disseminação e a conscientização que não há negócio sustentável sem Compliance.

Ary Silveira Bueno - Sua Companhia de Gestão
Fonte: ASPR - Sua Companhia de Gestão

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