Mas faturamento é consequência.
Gestão de verdade começa antes - começa nos KPIs.
E aqui vai a verdade que ninguém gosta de ouvir:
Medir é importante, mas medir sem agir não serve para nada.
Ter número e não fazer nada com ele é só vaidade.
É olhar para o painel do carro e continuar acelerando rumo ao desconhecido.
Por que KPI importa tanto no varejo ótico?
Porque sem indicador você não sabe:
* quem entra na loja
* quantas vendas reais acontecem
* se o ticket médio está saudável
* se o mix está equilibrado
* se o desconto está matando sua margem
* se o parcelamento está destruindo seu fluxo de caixa
* se o estoque está girando ou apodrecendo
* se o time está convertendo ou só atendendo
* se o faturamento bom foi competência&hellip ou sorte
E varejo que depende de sorte quebra.
Mais cedo ou mais tarde.
Os KPIs que eu uso - e que qualquer ótica deveria usar
1. Ticket Médio
Está dentro? Está fora? Está variando mês a mês? Foi porque vendeu mais multifocal? Ou porque só caiu em visão simples? O time poderia ter vendido lentes de mais tecnologia? Ou não tinha argumento?
Ticket médio conta história - se você souber ler.
2. Número de Visitas x Número de Vendas (Conversão)
Não adianta ter fluxo se não converte. E não adianta converter se não sabe por que não vendeu.
Se você não sabe o motivo da não venda, está perdendo ouro.
3. Estoque
Quais marcas giram? Quais marcas travam? Quantos meses de estoque parado você tem? Vai repetir compra de produto que não vendeu? Por quê?
Estoque alto sem giro é veneno. E estoque baixo sem estratégia é perda de venda.
4. Desconto e Parcelamento
Desconto demais corrói margem. Parcelamento demais destrói caixa. Parcelamento de menos espanta cliente.
Qual o equilíbrio? Você só descobre medindo.
5. Ciclo Financeiro
Você paga antes de receber? Recebe antes de pagar? Seu ciclo é positivo ou negativo?
Se você não sabe responder isso, já está sócio do banco - e nem percebeu.
O KPI só funciona quando vira ação
Pareto, análise profunda, plano de ação, rotina&hellip
Sem isso, KPI é só número bonito na planilha.
O que melhora resultado é:
* entender o que o número significa
* descobrir a causa
* agir rápido
* corrigir rota
* acompanhar
* ajustar
* repetir
É assim que se cresce.
É assim que se escala.
É assim que se faz varejo de verdade.
Conclusão: KPI não é burocracia. É sobrevivência.
O varejo ótico é competitivo, dinâmico e cheio de detalhes.
Quem mede, entende.
Quem entende, decide.
Quem decide, cresce.
Quem não mede&hellip torce.
E torcer não é estratégia.
Se queremos elevar o nível do varejo ótico no Brasil, precisamos parar de operar no escuro e começar a operar com método, disciplina e profundidade.
Esse é o caminho.
E é isso que eu ensino todos os dias - no campo, na prática e na gestão.
Fonte: Thiago Benador
 
Sobre a Abióptica
Desde 1997, a Abióptica - Associação Brasileira da Indústria Óptica - representa e fortalece o setor óptico no Brasil. Reúne mais de 200 empresas associadas, responsáveis por mais de 95% das marcas comercializadas no país. Sua missão é conectar indústria e varejo, defendendo os interesses do consumidor e impulsionando o desenvolvimento do segmento.